Atacante do Mônaco promete encerrar a carreira no Paulista
Jundiaí, SP, 06 (AFI) – O atacante Nenê (foto) foi um dos jogadores que mais marcou a torcida do Paulista nos últimos anos. Alçado do time júnior ao time profissional no início dos anos 2000 pelo então técnico do Galo, Luis Carlos Ferreira, ele participou das históricas campanhas do time jundiaiense na Série A-2 do Campeonato Paulista e na Série C do Campeonato Brasileiro em 2001. Em ambas o Paulista saiu campeão.
Depois disso, Nenê passou pelo Palmeiras, pelo Santos e partiu para Europa. Passando férias no Brasil, Nenê fala tranquilamente de sua história no Brasil ao jornalista Marcel Capretz, da sua vida na França e do desejo de encerrar a carreira no Paulista.
FI- Sua história no futebol é um pouco diferente da dos demais jogadores. Você começou a jogador futebol de campo apenas aos 17 anos. Como foi isso?
NENÊ – Eu jogava futebol de salão na Esportiva com o professor Dedé e não tinha passado pelo futebol de campo. Eu estava certa vez jogando no Clube Jundiaiense quando o Nenê Cardoso (empresário que está com Nenê até hoje) me viu jogando e disse que eu tinha que ir pro futebol de campo que eu iria ter muito sucesso. Comecei jogando nas categorias de base e desde então não parei mais.
FI- Qual a imagem que você guarda da sua estréia no time profissional do Paulista?
N – A maior imagem foi o Ferreirão me chamando para concentrar para um jogo na quarta-feira à noite após eu ter feito um treino na própria quarta pela manhã com o time juvenil. Era um jogo contra o Madureira pelo Campeonato Brasileiro da Série C. Eu fui para o jogo, entrei no segundo tempo e marquei dois gols. Foi uma estréia melhor do que eu pensava.
FI – Você entrou em um jogo de Série C e marcou dois gols. Isso serve de exemplo para alguns garotos do Paulista que possam ter alguma chance na equipe neste ano?
N – Cada caso é um caso. Em nenhum momento eu senti medo, ou pressão. Eu sabia que aquele era o meu momento e eu teria que aproveitar. Mas alguns jogadores quando precisam decidir, sabidamente “pipocam”. Acho que todos devem ter oportunidade e quem souber aproveitar pode não mais sair do time.
FI – Qual o momento que mais te marcou com a camisa do Paulista?
N – Com certeza, foram as duas conquistas em 2001. Nosso time era muito forte. Tínhamos o Artur no gol, Thiago e Anderson na defesa, Maurinho que depois foi pra seleção, Vágner Mancini, Izaías, Jean Carlos, além do Giba como técnico. Ganhamos bem dois campeonatos que são muito difíceis de se disputar que é a Série A-2 de São Paulo e a terceira divisão do Nacional.
FI – Você saiu do Paulista e foi para o Palmeiras que em 2002 acabou sendo rebaixado. O que aconteceu com aquele time?
N – É difícil explicar, até porque tínhamos grandes jogadores naquele time…
FI- …a saída do Vanderlei Luxemburgo logo no início da competição também contribuiu para a queda?
N – Não sei os motivos que o levaram a deixar o clube. Mas a culpa foi de todos. Não dá para caçar as bruxas.
FI – Além de ter sido rebaixado com o Palmeiras você foi rebaixado com o Alavés no Campeonato Espanhol em 2004. Porém, as torcidas desses dois times não crucificaram você após essas quedas. Como você explica isso?
N – Bem, isso representa um bom sinal. Na opinião dos torcedores eu fiz um bom trabalho. Mas com certeza seria melhor não ter caído.
FI – Como está a vida em Mônaco? Você já aprendeu a falar francês?
N – Para falar a verdade eu arranhava o espanhol, mas o francês é bem mais difícil. Meus filhos aprenderam mais fácil. Molecada é fogo; não tem nada na memória e quando vê algo não esquece mais.
FI – Houve boates de que você brigou com o técnico do Mõnaco, o também brasileiro Ricardo Gomes. É verdade isso?
N- Não foi briga. Foi algo normal de futebol. Quando eu vejo algo que não me agrada eu falo mesmo. Mas isso não foi nada. Já está tudo bem.
FI – Qual o melhor campeonato do mundo na sua opinião?
N – Com certeza o inglês. Basta ver na última Champions League os times que chegaram mais longe.
FI – Essa preferência sua é um indicativo de que você foi para algum clube inglês na próxima temporada.
N – Isso é apenas boato. Não tenho nada acertado com nenhum clube inglês, não.
FI – Você vai encerrar a carreira em qual clube?
N – Com certeza no Paulista. Foi o time que me revelou, que me deu a primeira oportunidade no futebol. Eu sempre deixei claro para o meu empresário que voi me despedir no futebol com a camisa do Galo.





































































































































