Assumpção, técnico da base do Rio Claro, se destaca com trabalho inédito
Comandante adota estilo húngaro em dérbi com o Velo Clube no Paulista Sub 17
Comandante adota estilo húngaro em dérbi com o Velo Clube no Paulista Sub 17
Rio Claro, SP, 29 (AFI) – Assumpção, técnico das categorias de base do Rio Claro, inovou no esquema tático diante do Velo Clube, no dérbi local, pelo Campeonato Paulista Sub 17.
No triunfo do Galo por 2 a 1, o comandante se baseou na filosofia húngara, baseada em movimentações, trocas de posições e ofensividade.
REVOLUÇÃO TÁTICA HÚNGARA
A Hungria revolucionou o sistema tático do futebol mundial com o técnico Gusztav Sebes, observando a formação britânica, conhecida como “WM”, no esquema 3-2-2-3. O húngaro, porém, adaptou para “MM” no 3-2-3-2, defendendo com linha de quatro atletas, obtendo 42 vitórias, sete empates, apenas uma derrota e 31 jogos de invencibilidade.
O Brasil de 1958, campeão mundial com Pelé, Garrincha e Zagalo, também se baseou nesta tática e a Holanda de Rinus Michels de 1974 com o famoso Carrossel Holandês, orquestrado por Johan Cruyff, famoso por mudar a forma de o Barcelona atuar.
A seleção da Hungria também colheu bons frutos como a medalha de ouro em 1952 nas Olimpíadas de Helsinki e o vice-campeonato na Copa do Mundo de 1954, na Suíça.
ADAPTAÇÃO BRASILEIRA
O treinador manteve as infiltrações feitas por Gusztav Sebes, com alta troca de passes, além de dribles e finalizações.
“Para manter isso no futebol brasileiro, é preciso que os meias criem e os atacantes sejam bem verticais, com jogo apoiado”, comentou.
PALAVRAS DO TREINADOR
“O que mais ouço é que o futebol está moderno, porém quanto mais estudo, percebo que as táticas são evolução do passado, com técnicos e atletas vencedores. Por que não utilizar o que já deu certo e marcou o futebol mundial?”, indagou.
“A modernidade não é tática implantada pelo técnico, e sim falta da qualidade técnica dos jogadores. Nós, professores, temos de fornecer um ambiente adequado para criatividade e estímulos para eles driblarem, saírem de situações difíceis e oportunidades para errarem. Somente assim iremos formar atletas de verdade”, completou.





































































































































