Arbitragem ontem, hoje e amanhã

Desde o início dos anos 80, recolho informações gerais sobre a arbitragem, chegando a inclusive estar finalizando um e iniciando outro trabalho histórico sobre os árbitros. Começamos com o mais fácil, ou seja, com os últimos 40 anos de competições nacionais. Um livro com as estatísticas dos que mais atuaram nas competições coordenadas pela CBF está em fase final de conclusão. Saberemos, por exemplo, que o Arnaldo Cézar Coelho é o recordista de atuações entre 1967 e 2007, ou que Carlos Eugênio Simon/RS poderá ultrapassá-lo, mas isto somente quando estiver bem próximo de completar os 45 anos.

Já o segundo livro é bem mais complexo, pois contemplará os árbitros que trabalharam na divisão principal do futebol paulistas nos últimos 106 anos, ou seja, de 1902 a 2008. O levantamento é extenso, mas estamos em fase final de pesquisa e, graças ao belíssimo arquivo da Federação Paulista de Futebol, certamente concluiremos este trabalho logo após a final do Paulistão 2008. Aguardem, pois, estas duas novidades.

Ainda dentro do passado, temos recortes de jornais com entrevistas de antigos dirigentes de arbitragem, de árbitros e outros que valeriam a pena recordar, mas como o espaço não é suficiente vamos publicando-os na medida do possível. O que mais vale é que as opiniões estão escritas e não podem ser apagadas, como as palavras que são apenas proferidas. Critérios, divisão de grupos em A, B e C foram sempre mencionados, mas nunca colocados em prática. Sonhos desmoronavam de forma subjetiva, mas não desistíamos: acreditávamos que os fatores técnicos seriam respeitados no ano seguinte. E assim o tempo, como sempre, passou rapidamente.

Atualmente, uma nova onda chega ao Brasil. Trata-se do ranking da arbitragem que, após São Paulo, está sendo implantada em mais dois estados (Alagoas e Rio de Janeiro). Tomara que dê certo para que, assim, possamos viabilizar ou ajudar a fazer o ranking nacional.

Às vezes recebo informações de todos os recantos do Brasil e, claro, se baseados na seriedade e na correção que devem pautar os que dirigem qualquer segmento, teremos o máximo prazer em acolher e implementar, pois não estamos aqui para inventar o que já existe. Podemos e devemos melhorar. A única certeza é que, qualquer que seja a direção ou o caminho a ser seguido, ouviremos vozes discordantes, mas que servirão apenas para alertar ou para verificar que devemos continuar trabalhando sempre pelo coletivo.

Não vamos mudar regras para beneficiar um jovem que queira seguir na carreira se ele não tem os atributos. Não vamos mudar as regras para beneficiar “a” ou “b”, Vamos, isso sim, lutar ao máximo para praticar a Justiça, pois ela é a certeza de que estaremos próximos do acerto. Mesmo se dissermos mil vezes isto, ainda ouviremos vozes discordantes. São naturais e compreensíveis as opiniões divergentes.

Se pudéssemos voltar ao passado e mudar muitos conceitos que tínhamos, o faríamos, só que isso é impossível. Porém, podemos e devemos mudar de opinião se isto for o correto, evitando assim cairmos no mesmo engano de confiar demais nas pessoas. Devemos sempre ter um pé atrás em tudo. Diante disto, costumo ler e reler opiniões publicadas, pois é uma forma de perceber que elas, às vezes, são alteradas para objetivos melhores.

Num passado não muito distante participei, sem dar qualquer opinião, de uma escolha. Três pessoas decidiam se deviam mandar alguém descer ou subir pela escada. Subir significava estar próximo do céu. Um dos participantes disse que não saberia se deveria pedir para ele subir pois, por ser a sua primeira vez no telhado, não conhecia bem os méritos. O outro, mais calmo, entendia que era necessário analisar os méritos para que não se cometesse uma injustiça. Por fim, o mais afoito, impetuoso e sem medo e nem mesmo medir as conseqüências, afirmava taxativamente que não poderia subir, pois os méritos não eram os melhores e, aliás, ao invés de subir deveria descer… Quem terá razão?

Enfático em sua opinião, convenceu os companheiros. E eu pensei comigo: o futuro está chegando para saberemos do acerto ou do erro desta interessante e verdadeira decisão tomada logo após um momento de tempestades.

Que os ventos do passado continuem a soprar para que o barco continue a navegar em busca de futuros portos seguros. Os ventos, hoje, estão favoráveis, mas estamos preparados para os dias sem ventos para navegação e, principalmente, para os ventos que podem virar o barco. Seja qual vento vier, o tempo nos mostrará se escolhemos ou não as velas corretas.

Institucionais
Contribuição sindical

Além de um dia do salário dos árbitros, previsto na constituição federal, a diretoria do SAFESP, em reunião, aprovou a manutenção dos mesmos valores da contribuição 2008. Saiba mais na próxima coluna.

Reunião na Conmebol.
O presidente da CA-CBF, Sérgio Corrêa da Silva, participou da reunião com os presidentes das comissões da América do Sul no período de 18 a 20/12. Na estadia em Assunção, capital do Paraguai, participou do sorteio da Libertadores 2008.

Agenda Telefônica
Em breve disponibilizaremos a Agenda Telefônica 2008.

ANAF
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