Apostas sobre o dérbi entre Guarani e Ponte Preta chegam aos bares campineiros
Com os pontepretanos impedidos de irem ao Brinco de Ouro, os bares devem ficar lotados
Com os pontepretanos impedidos de irem ao Brinco de Ouro, os bares devem ficar lotados
Nos bares, instalação de TVs e apostas sobre o placar do dérbi. Em tempos nebulosos, felizmente nem sempre há predominância do mal. Se delinquentes travestidos de torcedores de futebol apavoram, e com isso exigem que autoridades adotem medidas extremas pra preservação da segurança – como torcida única em dérbi campineiro -, por outro lado a turma do ‘bem’ se esforça pra mostrar que nem tudo está perdido.
Se torcedores pontepretanos estão impedidos de ocupar a cabeceira norte do Estádio Brinco de Ouro, para o dérbi deste sábado, bares e acomodações em clubes sociais da cidade já se preparam para recebê-los, com exposição de seus respectivos televisores fixos ou telões.
O Cecojam (Centro Comunitário Jardim Amazonas), em Campinas, vai além.
O comerciante Zé Carlos – arrendatário do bar – avisa que já abasteceu o estoque de cerveja
– O bicho vai pegar – cita Zé Carlos, naturalmente citando sentido figurado de ‘o bicho vai pegar’.
Provocações sadias, sim. Apelações, jamais.
Defronte televisão de 32 polegadas, bugrinos e pontepretanos – como convém entre os civilizados – vão ficar lado a lado, sem restrição para gritar, aplaudir e criticar os seus jogadores, em ritmo certamente seguido pelos bares dos bairros.
Afinal, quem é do bem incorpora naturalmente o aviso de Arrigo Sachi, treinador da seleção italiana de 1994, quando disse que ‘futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes’.
Logo, é imprescindível o prevalecimento do respeito mútuo, para preservação de longas amizades.
BOLÃO
Pra acirrar a velha rivalidade do futebol campineiro, o comerciante Zé Carlos fez questão de reviver os tempos em que se fazia bolão de aposta em dérbi entre os torcedores, com palpites sobre o resultado do jogo.
Isso remonta décadas, quando torcedores de mesma equipe eram partícipe do jogo ‘bolão de linha’.
Regra? Simples. Nos tempos em que os clubes obrigatoriamente faziam uso de camisas de um a onze entre os titulares, as apostas recaíam entre os números de sete a onze para designação do autor do primeiro gol de sua equipe.
Cravadas as apostas – geralmente no centroavante (nove) – o prêmio, em dinheiro, era dividido entre os vencedores.
Bugrinos e pontepretanos da velha guarda eram useiros e vezeiros deste bolão de linha, mas o costume foi sepultado nos anos 70, como sepultadas foram as criativas pautas produzidas por jornais e emissoras de rádio de Campinas.
O cerceamento de liberdade do profissional de comunicação para escolha do personagem a ser focalizado para o dérbi minou drasticamente a capacidade de os veículos produzirem matérias diferenciadas.
Oxalá diferenciados sejam os protagonistas do confronto campineiro deste sábado.





































































































































