Apostar nesta base da Ponte é arriscado; ficar com Gustavo Bueno mais ainda
Novo presidente pontepretano discursou nesta direção
Apostar nesta base da Ponte é arriscado; ficar com Gustavo Bueno mais ainda
Quer no áudio Memórias do Futebol, quer na coluna Cadê Você, o assunto é o saudoso treinador João Avelino.
No primeiro discurso do presidente eleito da Ponte Preta, José Armando Abdalla Júnior, duas contestações.
Quero crer que a vivência no futebol permitiu-lhe plena capacidade de avaliação do trabalho horroroso feito pelo gerente de futebol Gustavo Bueno, que resultou no rebaixamento da equipe à Série B do Campeonato Brasileiro.
Logo, o lógico seria demissão sumária do profissional e renovação da pasta, até pra abaixar a poeira e se criar clima mais propício entre os torcedores.
Ao bancar Bueno espontaneamente ou para não constranger parceiros de diretoria, Abdalla sabe perfeitamente que o nível de tolerância do torcedor será zero caso as coisas não se encaminhem conforme o desejado.
BASE
Essa conversa de resgate da base é muito relativa.
Enfiaram na cabeça dos dirigentes que essa molecada do sub20 será salvação da lavoura, e não vi isso na decisão paulista contra o Palmeiras.
Foi constatada qualidade no goleiro Ivan como reserva imediato de Aranha. Afora isso, não apostem que qualquer outro jogador esteja apto para assumir postura de titular da equipe.
O lateral-direito Emerson não está pronto. Se é fogoso e faz transição ao ataque com velocidade, falta-lhe discernimento para optar pela melhor situação para continuidade do lance.
Já deveria ter sido treinado na base para jogadas combinadas com companheiros pelo setor, ou aprimorado cruzamentos.
Outro defeito é defensivo, na cobertura ao miolo de zaga. Falta-lhe tempo de bola e melhor postura de cabeceio, situações que já deveriam ter sido corrigidas.
O quarto-zagueiro Reinaldo é apenas rebatedor. Não foi condicionado a interceptar a bola por cima, com entrega a companheiro bem posicionado. Logo, o cabeceio não tem direção, com a bola caindo, na maioria das vezes, nos pés do adversário.
O atacante Yuri fez gols na base, até sabe fazer bem a ‘parede’, mas precisa ser mais participativo. Evidente que não está preparado para ser o titular. Pode logicamente evoluir.
E paremos por aí. Portanto, não fiquem acreditando cegamente que a molecada do sub20 dará o imediato retorno.
Não é tão simplista falar em resgate da base, recordando que no passado a Ponte revelava aos montes, e era tida como celeiro de craques.
Os tempos são outros. Décadas passadas a maioria dos clubes não tinha preocupação em ser formador de jogadores, e a Ponte sabia explorar essa ineficiência.
Hoje, a carência é geral por bons garotos como revelações. Mesmo com trabalho exemplar de alguns clubes, são raros aqueles qualificados para integrarem o profissional.





































































































































