Após vencer guerra, Atlético Sorocaba comanda Seleção da A2

Campinas, SP, 28 (AFI) – Teve de tudo em Sorocaba, no último sábado. O clima de guerra criado pelos técnicos Paulo Roberto, do Atlético, e Argel, do Mogi Mirim, se reverteu em pancadaria no final da vitória do Atlético, por 2 a 0, pela quarta rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Série A2. Como toda a batalha, o confronto teve seus heróis.

O goleiro Buzetto, o zagueiro Alemão e o atacante Luciano Gigante formam a espinhal dorsal do Galo. E cada um deles fez sua parte no duelo. Buzetto pegou tudo e mais um pouco. Na defesa, Alemão se agigantou e ainda fez um dos gols. O outro foi marcado por Luciano Gigante, que tirou sarro do adversário após o tumulto generalizado.

gigantesapo 200“Vou comer Sapo à milanesa”. O prato do almoço de domingo ninguém ficou sabendo, mas que o atacante foi um dos destaques da rodada, isso ninguém pode negar. Confira as outras feras que fizeram a diferença no último final de semana.

Goleiro: Buzetto (Atlético Sorocaba): Lembrou o São Buzetto da época do Guarani. Fechou o gol do Atlético Sorocaba. Elástico e com os reflexos apurados, fez defesas impossíveis parecerem fáceis. Foi o nome do jogo.

Lateral-direito: Willians (Santo André): Mesmo improvisado na lateral direita pelo técnico Fahel Júnior, Willians deu conta do recado. Firme na marcação, ainda encontrou tempo para apoiar o ataque.

Zagueiro: João Renato (Botafogo): Um gigante na defesa do Botafogo. Afastou todas as bolas que chegavam na área tricolor, tanto por baixo como por cima.

Zagueiro: Alemão (Atlético Sorocaba): O xerife do Atlético Sorocaba. Líder nato, anulou o ataque do Mogi Mirim. De quebra, marcou seu primeiro gol na Série A2, aproveitando a estatura avantajada e a boa impulsão.

Lateral-esquerdo: Galego (União São João): Apesar da derrota do União em casa, para o Botafogo, o lateral-esquerdo foi um dos poucos pontos positivos da equipe de Araras. Arriscou-se bem ao ataque e levou perigo ao goleiro Renato, em chutes de longa distância.

Volante: Cenedesi (Botafogo): O Botafogo foi outro com sua presença no meio-campo. Raçudo e inteligente, Cenedesi parou quase todas as jogadas ofensivas do União. Ainda tem qualidade na saída de bola.

Volante: Rogério Baiano (São Bento): Muita marcação e um gol decisivo. Precisa mais? Parece ter retomado a confiança do técnico Carlos Rabello.

Meia: Everton (São Bento): Maestro do Bentão desde o início da competição, Everton não decepcionou no momento decisivo. Fez uma bela partida contra o Oeste, marcando seu segundo gol em três jogos nesta segunda fase.

Meia: Jeferson (Santo André): As grandes estrelas do Ramalhão são Marcelinho Carioca e Márcio Mixirica, mas mesmo com o Pé de Anjo para bater as faltas, Jeferson assumiu a responsabilidade e correspondeu: acertou um lindo chute, fazendo o segundo gol na vitória sobre a Ferroviária.

Atacante: Luciano Gigante (Atlético Sorocaba): Se Buzetto pegou tudo lá atrás, Luciano Gigante só não fez chover no ataque do Atlético. Rápido e insinuante, o atacante do Galo deitou e rolou na defesa do Sapão. Foi compensado com um gol.

Atacante: Willian (Botafogo): O gol da vitória do União foi de Branquinho, mas o grande responsável pelo resultado foi Willian, parceiro de ataque de Branquinho. Inteligente, rápido e habilidoso, puxou o contra-ataque que originou o gol do companheiro. Tinha até condição de bater para o gol, porém, viu Branquinho em melhor condição e preferiu o toque.

Paulo Roberto 0033 130Técnico: Paulo Roberto (Atlético Sorocaba): Sabia que a única chance de seu time ressurgir das cinzas era criando uma polêmica. E assim o fez. Durante toda a semana que antecedeu o confronto contra o Mogi Mirim, ficou em pé de guerra com Argel, técnico do Sapão. O ambiente criado acabou favorável ao Atlético, que venceu, deixou a lanterna do Grupo 3 – agora com o Mogi – e voltou a sonhar com a volta à elite do futebol paulista.