Após tentativas frustradas, Ponte mantém política pés no chão

A diretoria perdeu quatro reforços na semana passada com a "economia burra"

Sem reforços, a torcida ficou ainda mais preocupada com o destino da Macaca no Campeonato Brasileiro devido a limitação do atual elenco. Enquanto isso, a diretoria segue com o manjado discurso de que não vai gastar mais do que pode

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Campinas, SP, 22 (AFI) – Wellington, Tiago Real, Bolatti e Maikon Leite. Todos esses jogadores estavam praticamente acertados com a Ponte Preta, mas por diferentes motivos as negociações melaram e o clube campineiro ficou “vendo návios”. Sem reforços, a torcida ficou ainda mais preocupada com o destino da Macaca no Campeonato Brasileiro devido a limitação do atual elenco. Enquanto isso, a diretoria segue com o manjado discurso de que não vai gastar mais do que pode, mesmo correndo o risco de ver o time ser rebaixado novamente para a Série B no fim do ano.

Desde o início do Brasileirão, a Ponte Preta negociou o zagueiro Cléber e o lateral-direito Cicinho com Corinthians e Santos, respectivamente, e a expectativa da torcida era de que os valores envolvidos na negociação fossem utilizados para reforçar o elenco alvinegro. Ao todo, as transações renderam R$ 12,5 milhões, mas o clube campineiro ficou apenas com aproximadamente R$ 4 milhões, já que o restante ficou dividido entre investidores e o ex-presidente Sérgio Carnielli.

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“A somatória das duas transações renderam R$ 12,5 milhões, mas obviamente esse dinheiro não é todo da Ponte Preta. O clube não está com o cofre tão cheio assim. Ela garantiu o orçamento e não teremos nenhuma dificuldade de cumprir o orçamento. O que não vamos fazer é extrapolar o teto salarial, não vamos fazer nenhuma loucura, pagando um salário superior a R$ 100 mil para apenas um jogador – hoje o teto é de R$ 80 mil”, afirmou o executivo de futebol Ocimar Bolicenho em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

Com essa “economia burra” e podendo amargar um rebaixamento no final da temporada, a Ponte Preta continua em busca dos reforços pedidos pelo técnico Paulo Cesar Carpegiani. Um segundo volante, um meia e um atacante estão entre as principais prioridades. Enquanto a torcida segue esperando jogadores de peso para o Brasileirão, a diretoria faz suas apostas. Vale lembrar que quase nenhuma delas deu certo em 2013 (o lateral-direito Tiago Cametá, o esquerdo Rodrigo Biro, o zagueiro César, os volantes Magal, Fernando e Paulo Roberto, os meias Rafinha e Roger Gaúcho, além do atacante Dênnis).

“Estamos encontrando muitos problemas para fechar as negociações e até que a transação esteja 90% fechada é importante mantermos sigilo. Estamos conversando diarimente com o Carpegiani e tentando atender seus pedidos. Esperamos nos próximos dias anunciar algum reforço para a Ponte Preta, mas realmente as opções no mercado estão reduzidas, principalmente depois do fechamento da janela de transferências”, comentou o dirigente pontepretano.

Além de reforços, a Macaca também deve anunciar nos próximos dias as saídas de alguns jogadores que não estão nos planos da comissão técnica. Recentemente, o meia Roger Gaúcho, contratado junto ao Mogi Mirim depois do Campeonato Paulista, foi emprestado para o Albirex Niigata-JAP por 350 mil dólares. O contrato vai até maio do ano que vem.