Após queda da Seleção Feminina, comentarista da TV Globo comete sexismo em suas críticas
Nas entre linhas, Ana Thaís Matos disse que a comissão técnica e o comando diretivo deveriam ser formados por mulheres
Nas entre linhas, Ana Thaís Matos disse que a comissão técnica e o comando diretivo deveriam ser formados por mulheres
Campinas, SP, 23 (AFI) – Bastou a Seleção Brasileira ser eliminada da Copa do Mundo de Futebol Feminino para a comentarista Ana Thaís Matos mostrar seu preconceito em relação ao comando diretivo da Seleção Feminina do Brasil ser exercido por homens. Oportunista, a comentarista da TV Globo esperou a eliminação do Brasil para fazer críticas, demonstrando sexismo ao deixar, nas entre linhas, que a comissão técnica e o comando diretivo deveriam ser formados por mulheres e não por homens.
“Todo esse ciclo, o retorno da comissão técnica do Vadão, a saída da Emily (Emily Lima, atual treinador do Santos), não por ser a Emily, mas pelo trabalho que ela vinha tentando desempenhar, por tudo que essa Seleção sofreu no pré-copa com nove derrotas consecutivas, os problemas de convocação, as escolhas equivocadas, mas que está na hora de olharmos com um pouquinho mais de seriedade para a Seleção Brasileira Feminina de Futebol. Quem comanda a Seleção Brasileira Feminina de Futebol precisa olhar para a história e trazer mulheres, como a Sissi, de volta para o convívio da Seleção Brasileira”, disse Ana Thaís Matos ao final da transmissão da Rede Globo.
CAIO RIBEIRO DEFENDEU TRABALHO DE VADÃO
Após esse comentário, o ex-jogador Caio Ribeiro, que também estava participando da transmissão, percebeu o preconceito de sua colega e fez a defesa do trabalho que vem sendo feito no futebol feminino do Brasil, principalmente pelo treinador Vadão e sua comissão técnica.
Na verdade, o futebol feminino nunca teve tanto sucesso e tanto destaque no Brasil como nos últimos tempos, principalmente após Marco Aurélio Cunha passar a ser responsável por esse departamento na CBF.
Marco Aurélio até tentou fazer com que mulheres participassem mais diretamente do comando da Seleção Brasileira, mas a experiência com Emily Lima não foi positiva, obrigando a CBF a voltar o comando técnico para Vadão.
Com Vadão, a Seleção Brasileira passou a ter uma divulgação e visibilidade que jamais teve e, mesmo com dificuldades, fez o Brasil ser um dos destaques nessa Copa do Mundo, tendo sido eliminado somente na segunda-fase e ainda na prorrogação pela Seleção Francesa, justamente o país sede da Copa.





































































































































