Após acusção de racismo no Ba-VI, Tréllez e Renê Júnior podem jogar juntos no Corinthians

Os dois jogadores se desentenderam no clássico baiano e o volante acusou o atacante colombiano de racismo

Os dois jogadores se desentenderam no clássico baiano e o volante acusou o atacante colombiano de racismo

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São Paulo, SP, 12 (AFI) – A montagem de elenco do Corinthians para 2018 pode envolver um processo de reconciliação entre dois reforços. O volante Renê Júnior, que já passou por exames médicos e aguarda questões burocráticas para assinar, pode reencontrar o desafeto Santiago Tréllez, um dos alvos do Timão, que espera a definição das eleições do Vitória para tentar negociar a vinda do atacante.

O jogador colombiano foi acusado de ter cometido injúria racial contra Renê Júnior, até então jogador do Bahia, no clássico disputado no dia 22 de outubro, em rodada do Brasileirão.

A denúncia foi feita com base no relato da arbitragem na súmula da partida disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 30ª rodada. Segundo o árbitro Marcelo de Lima Henrique, Renê Júnior alegou ter sido chamado de “macaco” pelo adversário do Vitória.

Tréllez segue na mira do Corinthians e pode atuar ao lado de Renê Júnior. (Foto: Divulgação /  EC Vitória)

Tréllez segue na mira do Corinthians e pode atuar ao lado de Renê Júnior. (Foto: Divulgação / EC Vitória)

Na ocasião, o juiz relatou na súmula que “diante da reação pode-se ter plena convicção de que houve sim ato discriminatório ou, admitindo-se em hipótese por amor ao debate, mesmo ato ultrajante.”

Tréllez foi denunciado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. Julgado no dia dez de novembro, foi absolvido da acusação.

Antes do julgamento, o colombiano pediu desculpas pelo Instagram. Ele publicou uma foto com o pai John Jairo Tréllez, que é negro e ex-atacante com passagens por Atlético Nacional, Boca Juniors e Juventude, para justificaram que não é racista. Também escreveu um texto no qual disse “sou filho de um homem negro, o que faz de mim um negro”, além de afirmar que foi mal interpretado.