Após acordo com gremistas, processo do caso Aranha é suspenso

Patrícia Moreira terá que se apresentar a delegacia 1h antes de cada partida do Grêmio por um período de dez meses

Patrícia Moreira terá que se apresentar a delegacia 1h antes de cada partida do Grêmio por um período de dez meses

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Porto Alegre, RS – A torcedora Patrícia Moreira, flagrada por câmeras de televisão fazendo xingamentos racistas ao goleiro Aranha, do Santos, em partida na Arena do Grêmio, deve se apresentar à polícia em dias de jogos por dez meses. A medida faz parte da solicitação feita pelo Ministério Público para a suspensão do processo por injúria racial contra a torcedora e outros três envolvidos.

Patrícia foi flagrada proferindo a palavra

Patrícia foi flagrada proferindo a palavra “macaco” ao goleiro Aranha

O acordo foi firmado na manhã desta segunda-feira, no Foro Central de Porto Alegre. Além de Patrícia, Rodrigo Rychter, Eder Braga e Fernando Ascal aceitaram as condições. Caso eles cometam algum outro crime, o processo será reaberto. Outra proposta feita para os réus era a utilização de tornozeleira eletrônica ao invés do comparecimento a uma delegacia, mas nenhum aceitou.

No dia 28 de agosto, em partida entre Santos e Grêmio pelas oitavas de final da Copa do Brasil, torcedores passaram a xingar o goleiro santista Aranha, imitando e gritando para ele “macaco”. A polícia abriu um inquérito por injúria racial e identificou os quatro pelas imagens de televisão e do circuito de monitoramento da Arena.