Campinas, SP, 03 (AFI) – Que atire a primeira pedra aquele que nunca assistiu um dos seriados mexicano de maior audiência no país, o trapalhão, no bom sentido da coisa, Chapolim. É deste personagem que vem a famosa frase “E agora, quem poderá nos defender?”, daqueles que estão em perigo e o solicitam socorro. Indagação esta que exemplifica bem o atual cenário do futebol brasileiro.
Este pedido soa como um grito geral por mudanças benéficas e estruturais de uma das paixões brasileiras, salvo em algumas exceções. A cada rodada, a cada campeonato, a cada lance, fica nítido o descaso com o esporte das multidões, que clama por socorro de suas autoridades, que adotam modelos e mais modelos de gestão sem objetivo algum para beneficiá-lo.
O futebol que por muitas vezes paralisou o País, seja por meio da Seleção Brasileira ou de seu clube preferido, já não tem mais o mesmo poder que atingira nas décadas de 70 e 80. Infelizmente os diversos mecanismos utilizados para modernizá-lo estão cada vez mais o levando para o abismo.
A verdade é que falta “Bom Senso” para todos os envolvidos. Bom Senso? Esqueci. Já existe um movimento criado para cobrar as autoridades máxima do futebol brasileiro em pró de benefícios para o espetáculo, porém, podemos encontrar vários episódios em que deveriam agir com maior contundência.
É verdade também que a Portuguesa cometeu um erro crasso no caso Héverton, mas deixar com que o Campeonato Brasileiro de 2013 ganhe a cada dia, mês e quem sabe anos, rodadas de repleta emoção é uma verdadeira falta de bom senso com o torcedor, atletas e outros profissionais. Este caso precisa de uma definição urgente e sem voltas.
Voltas estas que acontecem por conta das inúmeras liminares conquistadas em diversos âmbitos da esfera jurídica brasileira. E com estas brechas, o torcedor brasileiro continua sem saber o que vai acontecer, até por que quem de fato deveria se pronunciar com firmeza sobre o assunto prefere repassar a causa a terceiros. Acredito que estamos prestes a realizar a II edição da lendária Copa João Havelange.
E o que dizer dos protestos “organizados” de torcedores do Comercial de Ribeirão Preto e Corinthians. Falta de segurança e estrutura deixam diversos problemas, inclusive sociais, a mostra do “Mundo”, que está prestes a nos visitar para apreciar um dos maiores eventos esportivos deste planeta: A Copa do Mundo.
Falta para os senhores de bom senso do nosso futebol deixarem os interesses particulares de lado e pensar de vez no futuro deste esporte, que coloca diariamente muitos clubes na berlinda e sem condições sequer de cumprir com suas obrigações mensais. É meu caro, o futebol, ainda, não está falido, mais caminha a passos largos para que isso aconteça, haja visto, que este esporte no Brasil está entregue nas mãos de muitos acreditam entender o seu funcionamento e administração, mas que não refletem esta vertente na prática.
Providências precisam ser tomadas e de forma urgente. Caso contrário teremos de nos contentar com a baixa qualidade técnica que o nosso futebol oferece na atualidade. Aspecto este adotado pelos mestrados do futebol, que de alguma forma conseguiram mentalizar e colocar em prática a filosofia de que a força e o preparo físico vencem a qualidade técnica e a habilidade.
Por conta disso já não temos mais craques e sim muitos dos chamados “brucutus”, com equipes recheadas de brutamontes para com isso tentar evitar que o espetáculo ganhe em beleza e admiração. Este também resulta na baixa procura do público pelo lazer que o futebol oferece. Além de elefantes brancos, teremos sim as famosas e modernas Arenas, mas todas elas vazias e frustrando as expectativas, principalmente, econômica pelo alto custo destes eventos.
Algo precisa ser feito para que o nosso futebol não afunde nas profundezas do oceano e deixe de ser nosso lazer maior. Organizações e movimentos precisam falar a mesma língua e rápido, deixando de lado as famosas retóricas e discursos políticos e colocando em prática ações para resgatar uma de nossas maiores maravilhas: o FUTEBOL.