André Jardine revive caminho do tri em novo mata-mata na Liga MX

Técnico brasileiro inicia quartas de final da Liga MX diante do Pumas em cenário semelhante ao do histórico tricampeonato e busca ampliar legado no América do México.

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Cidade do México, MEX, 1º (AFI) – Consolidado como um dos treinadores brasileiros de maior sucesso no futebol internacional, André Jardine inicia mais uma fase decisiva à frente do América do México. Neste domingo (3), às 20h (de Brasília), o clube enfrenta o arquirrival Pumas, no Estádio Azteca, pelo jogo de ida das quartas de final do Clausura 2026 da Liga MX.

A classificação do América à Liguilla, a fase eliminatória do torneio mexicano, remete diretamente a um roteiro recente que terminou em glória. No Apertura de 2024, a equipe também avançou como oitava colocada e, mesmo sem favoritismo, conquistou o título ao superar o Monterrey, consolidando o tricampeonato consecutivo nacional — feito que não acontecia no México desde 1985.

Agora, mais uma vez em cenário desafiador, Jardine aposta na experiência construída em campanhas históricas para manter vivo o sonho de mais uma conquista.

“A Liguilla é um campeonato à parte. Pela nossa experiência, sabemos que não importa como as coisas começaram, e sim como vão terminar. Conhecemos o caminho e precisamos crescer no momento mais importante da temporada para conquistar mais um título”, afirmou o treinador.

LEGADO HISTÓRICO NO AMÉRICA

Desde sua chegada ao clube, em 2023, André Jardine transformou o América em uma potência ainda mais dominante no futebol mexicano. Além do tricampeonato nacional, o brasileiro conquistou também o Campeón de Campeones, a Supercopa da Liga MX e a Campeones Cup 2024, alcançando seis títulos e tornando-se o técnico mais vitorioso da história do maior clube do México.

A trajetória consolidou o ex-comandante da Seleção Brasileira Olímpica como referência internacional, especialmente pela capacidade de manter competitividade em cenários distintos.

TEMPORADA EXIGIU RECONSTRUÇÃO

A campanha de 2026, no entanto, foi marcada por obstáculos importantes. O América perdeu peças fundamentais do elenco multicampeão, como Saint-Maximin e Álvaro Fidalgo, além de enfrentar uma sequência de problemas físicos que comprometeram sua estabilidade.

Lesões de jogadores decisivos, como Henry Martín, Dávila e o goleiro Malagón, exigiram adaptações constantes por parte da comissão técnica, que precisou reformular o time em meio à competição.

Mesmo diante desse cenário, Jardine conseguiu conduzir a equipe ao mata-mata, reforçando sua reputação de gestor eficiente e estrategista copeiro.

PUMAS REÚNE ESTRELAS E AUMENTA GRAU DE DIFICULDADE

O adversário desta fase traz peso técnico e simbólico. Líder da fase regular com 36 pontos, o Pumas chega embalado e contará com nomes de grande expressão, como o goleiro Keylor Navas, multicampeão pelo Real Madrid, além do atacante brasileiro Juninho, ex-Flamengo.

Do lado americanista, a presença brasileira também segue forte, com atletas conhecidos como Raphael Veiga, Lima e Rodrigo Dourado, ampliando ainda mais o interesse sobre o confronto.

EXPERIÊNCIA COMO ARMA PRINCIPAL

A principal força do América parece residir justamente na bagagem construída por Jardine em fases decisivas. Seu histórico recente mostra capacidade de elevar rendimento nos momentos mais importantes, fator que pode novamente fazer diferença.

Mesmo sem a vantagem esportiva — o Pumas avança em caso de igualdade no agregado —, o América aposta em sua tradição copeira e no retrospecto recente de superação.

NOVO CAPÍTULO PARA UM TÉCNICO CONSAGRADO

Mais do que uma disputa por vaga nas semifinais, o confronto representa uma nova oportunidade para André Jardine reforçar seu legado no futebol mexicano.

Em caso de nova campanha vitoriosa, o treinador ampliará ainda mais uma trajetória já marcada por feitos raros, consolidando-se como um dos brasileiros mais bem-sucedidos da história recente no exterior.

No México, Jardine já deixou de ser apenas um estrangeiro vencedor. Tornou-se símbolo de uma era.