Ambulantes lamentam pouca torcida do Fla no entorno do Ninho do Urubu

Isso frustrou, e muito, dezenas de vendedores ambulantes que esperavam faturar aproveitando a onda do "Aerofla"

Isso frustrou, e muito, dezenas de vendedores ambulantes que esperavam faturar aproveitando a onda do "Aerofla"

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Rio de Janeiro, RJ, 13 – O esquema especial de segurança montado para assegurar o rápido deslocamento da delegação do Flamengo do Ninho do Urubu ao Aeroporto do Galeão funcionou, assim como o pedido das autoridades para que o torcedor rubro-negro evitasse aglomeração em torno do CT do clube, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira.

FRUSTRAÇÃO

Foto: Divulgação / Flamengo

Foto: Divulgação / Flamengo

Mas isso frustrou, e muito, dezenas de vendedores ambulantes que esperavam faturar aproveitando a onda do “Aerofla”.

No mês passado, uma multidão foi ao Ninho do Urubu no dia em que o Flamengo embarcou para Lima, onde disputaria a final da Copa Libertadores três dias mais tarde.

“Vim de Niterói pensando que seria igual, mas hoje está muito fraco”, contou a ambulante Luciana Pinheiro, que se deslocou mais de 60 quilômetros para tentar vender refrigerantes, cervejas e balas. “Cheguei às 7h da manhã, mas não vendi nada, nada mesmo”, lamentou, por volta das 11h, quando desistiu de tentar e iniciou seu caminho de volta para casa.

RECLAMAÇÃO

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O vendedor de churrasquinhos Maicol Douglas, 20 anos, também estava frustrado.

“Eu vim da outra vez, vendi uns R$ 1 mil. Hoje, não deu R$ 100. Esculacharam nossa torcida”, reclamou, citando o esquema de segurança montado.

“O pessoal deve ter ido tudo pro aeroporto.”

Vilmar Santana, de 42, estava mais resignado. Morador da região do Ninho, ele costuma vender faixas e bandeiras no local. Nesta sexta, ele chegou por volta das 9h e encontrou, ao menos, um movimento melhor que o de costume. “Bandeira sempre vende bem. Tô feliz.”