Alô Gustavo Bueno: erro que assumo foi cravar Guilherme Lazaroni

Alô Gustavo Bueno: erro que assumo foi cravar Guilherme Lazaroni

Alô Gustavo Bueno: erro que assumo foi cravar Guilherme Lazaroni

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Evidente que Gustavo Bueno (foto site oficial da Ponte Preta), coordenador de futebol da Ponte Preta, tem parcela de culpa pelo atual estágio do clube, mas fez questão de lembrar, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, que imprensa e torcida manifestaram-se favoravelmente sobre montagem do elenco.

Convenhamos que avaliação do torcedor é superficial em contratações, até porque não tem obrigação de acompanhar cotidianamente jogos de futebol.

Quanto a imprensa, o único lapso de Gustavo Bueno foi generalizar na observação.

De certo ele sabe de cor e salteado quem aplaudiu as contratações e agora recuou a mão.

Errar, seja quem for, faz parte do contexto, principalmente tratando-se de contratações de jogadores da Série B, que oscilam bastante. Do contrário estariam na Série A.

Já que o sagrado bordão da coluna não foge do ‘é, é; não é, não é’, meu equívoco de avaliação eu assumo.

LAZARONI E APODI

Citei textualmente que o lateral-esquerdo Guilherme Lazaroni teria rendimento superior aos antecessores Guilherme Guedes e Diego Renan, mas tem-se mostrado inferior a Diego Renan.

Na passagem pelo Sport, Lazaroni não mostrou deslize na marcação, e se projetou ao ataque como opção de continuidade de jogadas, fazendo basicamente o trivial.

Cravei o polivalente Apodi, vindo do CSA, como reforço.

Reconheço que ele está devendo, mas ainda vale uma aposta nele.

JOÃO PAULO

Sobre o meia João Paulo, confessei desconhecer as suas características. Ao recorrer a vídeo no youtube, citei que seria um ‘achado’ para a Ponte Preta, e não mudei o conceito apesar de o jogador não ter demonstrado 30% daquilo que foi constatado.

Claro que edições de vídeos no futebol observam o positivo e relegam o negativo, mas não dá para montar tantos lances de gols de fora da área até com a canhota, embora seja destro. Isso além das assistências.

CLÉBER REIS

Perguntei que Cléber Reis a Ponte Preta estaria emprestando?

Seria aquele que fazia um risco nas imediações de sua área e o adversário não passava? Ou seria o Cléber atleticamente em precária forma física, com quilinhos a mais que tiraram-lhe a velocidade pra cobertura nos lados do campo?

E acrescentei: na incerteza sobre o Cléber que vem aí, a prudência indicava que os dirigentes da Ponte fizessem contrato de risco, com ganho proporcional ao rendimento.

ÍNDIO E ALISSON

Por ter acompanhado partidas do Operário de Ponta Grossa (PR), fiz referência sobre lgumas atuações convincentes de Índio – que passou a ser identificado como Bruno Reis – contrastando com outras de rendimento reprovável .

Se em alguns jogos mostrou intensidade, capaz de fazer o cobrado vaivém do segundo volante, em outros abusou dos erros de passes.

Sobre o zagueiro Alisson, abstive-me de opinar apesar de tê-lo visto em campo em atuações discretas.

MATHEUS ANDERSON

Vi Matheus Anderson em pedaço de jogo pelo Cuiabá, na vitória sobre o Guarani por 2 a 1, em outubro passado, e o caracterizei como jogador correria e sem definição de jogadas.

E questionei: por que o Vila Nova (GO), que carecia de força ofensiva, não quis aproveitá-lo quando do regresso do empréstimo ao Fierense de Portugal?

SAFIRA

O alerta em relação ao atacante Alisson Safira foi sobre o retrospecto de poucos gols.

Escrevi que era o ‘o típico jogador aposta com características de dribles, mas o drible pelo drible não conta.

O driblador se completa se tiver capacidade de concatenar jogadas, para que haja fluidez e complemento no ataque’.

APOSTAS

Sem que tivesse critério para avaliar os demais contratados, evitei rotulá-los de reforços.

Preferi enquadrá-los no circuito de apostas, mesmo ciente que alguns deles são bem rodados no futebol, e com folha de serviço para ser avaliada.