Allianz Parque terá novo gramado sintético em obra de R$ 10 milhões

Estádio do Palmeiras terá gramado sintético trocado no fim do ano por tecnologia mais moderna.

Obra no Allianz Parque vai trocar gramado sintético por novo modelo importado e mais resistente.

Foto: Lucas Chagas/SE Palmeiras
Foto: Lucas Chagas/SE Palmeiras

São Paulo, SP, 5 (AFI) – O Allianz Parque vai passar por uma grande mudança no fim deste ano. A WTorre está discutindo propostas para a troca do gramado sintético do estádio, com investimento previsto de cerca de R$ 10 milhões. A administradora negocia com diferentes fornecedoras para garantir uma tecnologia mais resistente e adequada ao volume de eventos do local.

Atualmente, a Soccer Grass é a responsável pelo campo do Palmeiras, mas a possibilidade de troca de fornecedor está no radar. Entre as empresas cotadas, a Total Grass, que cuida dos gramados da Academia de Futebol do Verdão e da Arena Barueri, surge como forte concorrente. O objetivo é encontrar um produto que suporte o intenso calendário do estádio, que recebeu 77 eventos de grande porte no último ano.

OBRA NO ALLIANZ PARQUE VAI RENOVAR GRAMADO SINTÉTICO

A Soccer Grass recomenda manter a atual tecnologia, pois acredita que nenhuma outra foi tão testada quanto a do Allianz, inclusive em situações de recorde de shows. Já a Total Grass avalia que será preciso adotar um produto diferente, voltado para maior durabilidade, entre cinco e seis anos, sem perder a jogabilidade.

O custo estimado para a nova instalação é semelhante ao investimento feito em 2020. As fornecedoras importam e montam os equipamentos, com o tapete de grama vindo geralmente da Holanda e o preenchimento de cortiça de Portugal.

PALMEIRAS BUSCA GRAMADO MAIS RESISTENTE PARA 2025

Desta vez, a troca será completa, envolvendo três camadas: o Shock-Pad (para amortecimento), o tapete de grama sintética e o Infill (cortiça). Em 2024, apenas o Infill havia sido substituído.

O gramado atual conta com certificação da Fifa e aprovação nas vistorias, mas perdeu parte da “memória”, tecnologia que ajuda a grama a se manter ereta após sofrer pressão. Isso tem deixado o jogo mais veloz e dificultado o domínio da bola, situação que motivou críticas do elenco e da comissão técnica alviverde.