Allan Aal vai dar certo no Guarani?

Treinador substitui Felipe Conceição

Allan Aal vai dar certo no Guarani?

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Allan Aal

Allan Aal

Aí o parceirão Léo – Pr me pergunta o que achei da contratação do treinador Allan Rodrigo Aal como treinador do Guarani, em substituição a Felipe Conceição.

Léo, nesta vou ‘muretar’, um verbo que tentam criar a partir do substantivo muro.

Ah, mas o profissional subiu com o Cuiabá na Série B, podem indagar.

Sim, subiu. E daí?

Também não incorro na tolice de criticá-lo, como uns e outros já estão fazendo nas redes sociais.

Aal vai fazer 42 anos o mês que vem, e consta do currículo dele atuações nas categorias de base até 2016, intercalando-se passagens em equipes profissionais de menor expressão.

De certo o gerente de futebol do Guarani, Michel Alves, pegou o gancho de Aal estar familiarizado ao trabalho com a molecada e juntou a isso informações de amigos dos tempos de Cuiabá, onde passou em 2019.

Nós, da mídia local, não temos embasamento para alicerçar se houve acerto ou não da diretoria do Guarani na escolha do treinador.

Para quem ainda estava tentando se firmar como treinador, não dá pra medir passagens discretas por Nacional da capital paulista e Portuguesa.

Quando foi demitido do Paraná Clube, a equipe havia sido derrotada pelo Cruzeiro por 2 a 0, ocupava a oitava colocação, para depois despencar nas mãos de substitutos.

CUIABÁ

O destino de Aal, na sequência, foi substituir Marcelo Chamusca no comando técnico do Cuiabá, ocasião em que pegou um trabalho sedimentado desde 2019, equipe ocupando a quinta colocação, com os mesmos 37 pontos de Juventude e Sampaio Corrêa.

Após estreia com derrota em casa para o CSA por 1 a 0, na 22ª rodada da Série B do Brasileiro, o time teve declínio de rendimento, começou a se distanciar do G4, e suspeitou-se que seria um ‘cavalo paraguaio’.

Todavia, na sequência se recuperou, aproveitou tropeços de concorrentes diretos, e aí se estabilizou nas primeiras posições da competição.

SAI ELTON, ENTRA JENISON

Coincidência ou não, nos jogos que acompanhei do Cuiabá o repertório de alterações em transcorrer de partidas foi repetido, sacando-se o centroavante Elton para entrada de Jenison, assim como saída do meia Rafael Gava ora para entrada de Nenê Bonilha, ora Pierini.

Claro que por acompanhar à distância o time mato-grossense, fica difícil avaliar motivos que implicaram nestas repetidas alterações, e de certo o treinador deva ter os seus motivos.

JOGADORES DA BASE

Assunto predominante no Departamento de Futebol do Guarani tem sido promoção de garotos da base do clube.

Ora, ninguém revela bons jogadores de baciada como antigamente.

Logo, é preciso prudência no lançamento de garotos.

Lateral-direito Matheus Ludke, atacante Matheus Souza e Renanzinho são jogadores que mostraram algumas virtudes, mas precisam ser lapidados.

Dos outros que pouco se conhece é arriscado apostar que sejam solução, como o zagueiro Victor Ramon, por exemplo.

Continua terceirizado o Departamento Amador do Guarani?

Em sendo assim, perguntar não ofende: há pressão de empresários para o lançamento de garotos?

Pra montagem de equipe profissional, o básico deve ser de jogadores prontos, com chances gradativas para garotos que tenham perspectivas de se deslancharem a médio prazo.

BRUNO HENRIQUE

Impossível deixar de citar na coluna o gol de cabeça do atacante flamenguista Bruno Henrique, na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, na noite desta quinta-feira no Estádio do Maracanã.

Impressionante impulsão e giro de cabeça no ar lembraram cabeceadores de décadas passadas como Roberto Dinamite, Dadá Maravilha e Escurinho.

Flamengo diminuiu a diferença para o Inter em dois pontos, e já começa a colocar em prática aquele estilo implantado pelo treinador português Jorge Jesus até o meio do ano passado.

Logo, o Flamengo está vivíssimo nesta reta de chegada do Brasileirão.