Além da irresponsabilidade de Lucca, Guarani jogou mal
Com um a menos ficou difícil para o Guarani, mas o técnico Matheus Costa cometeu vários erros na derrota em Novo Horizonte.
Expulsão provocada, pois a bola sequer estava em jogo e Lucca, deu um pisão no pé do zagueiro Dantas, do Novorizontino, aos 29 minutos
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 13 (AFI) – Nesta derrota do Guarani para o Novorizontino por 2 a 0, na noite desta terça-feira, em Novo Horizonte, a primeira pergunta a ser feita é a que segue.
Alô Rômulo Amaro, presidente do clube: o senhor, que fez questão de por a cara nas fotografias, quando das contratações de jogadores, vai aplicar rigorosa punição ao centroavante Lucca, por ter provocado uma expulsão estúpida?
Isso a coletividade bugrina vai cobrar.
Expulsão provocada, pois a bola sequer estava em jogo e Lucca, irresponsavelmente, deu um pisão no pé do zagueiro Dantas, do Novorizontino, aos 29 minutos do primeiro tempo.
Logo, o VAR providencialmente chamou o juiz Fabiano Monteiro dos Santos para rever o lance.
Aí, o cartão vermelho foi inevitável.
TRAPALHADAS DE MATHEUS COSTA
Fosse o treinador Matheus Costa um recomendável observador do futebol, não teria escalado Lucca e muito menos o meia Diego Torres, conforme foi citado claramente neste espaço, após o jogo de estreia.
Embora sabendo que Diego Torres nada acrescentaria, tão logo Lucca foi expulso ele já tratou de sacá-lo, e não venha com o argumento que tomou a decisão porque o atleta já havia recebido cartão amarelo.
Torres nada acrescentou contra o Primavera e repetia a fraca atuação nesta terça-feira.
Por que esse corporativismo? Impossível que não tenha alguém que coloque em prática melhor rendimento
Se tivesse que mexer, que colocasse outro meia no lugar de Torres, e não um centroavante.
Um meia que pudesse resultar num mínimo de criatividade para a equipe.
Ora, se a coletividade bugrina observou o atacante Maranhão fora de ritmo – devido relativo período de inatividade – por que a decisão de colocá-lo, se nada adiantaria o time ficar com três atacantes e sem um organizador, para fazer a bola chegar ao ataque?
MUITO MAIS ERROS
O Guarani não melhorou absolutamente nada em relação aquilo mostrado contra o Primavera.
E mais: quando sabiamente treinadores adversários forçam jogadas em cima do lateral-esquerdo Emerson, se não for providenciado adequado esquema de cobertura passa ser fatal.
Isso ocorreu no lance que originou o primeiro gol do Novorizontino, aos 33 minutos do primeiro tempo.
Na ocasião, Tavinho ganhou a jogada pela direita, serviu o meia Rômulo, cujo cruzamento foi certeiro na cabeça do atacante Robson: Novorizontino 1 a 0.
E a vantagem só não foi aumentada, ainda no primeiro tempo, porque Oyama perdeu gol certo aos 44 minutos.
MARANHÃO DESPERDIÇA
Na única chance criada pelo Guarani ao longo da partida, aos 49 minutos do primeiro tempo, o narrador da TV FPF não identificou qual jogador bugrino arrematou, houve rebote do goleiro Jordi, e Maranhão conseguiu o impossível: recuo de bola, em vez de finalização.
COZINHAVA O GALO
No linguajar do futebol, o Novorizontino ‘cozinhava o galo’ durante o segundo tempo, porque o Guarani não o incomodava, e ainda ficava se resguardando para evitar que o placar fosse dilatado.
Apesar disso, o segundo gol do Novorizontino estava maduro. Primeiro aos 17 minutos, quando Robson ganhou do zagueiro Rafael Donato na velocidade, mas na finalização a bola foi defendida por Caíque França.
No instante seguinte, em conclusão de Eduardo Block, a bola explodiu no travessão.
Se o segundo gol estava tão maduro, ele ocorreu aos 25 minutos.
Robson ganhou jogada na corrida, pela esquerda, fez o cruzamento rasteiro em direção da pequena área, e ali encontrou Juninho que completou a jogada com bola no canto direito.
Como só dava Novorizontino, inexplicavelmente o atuante Robson perdeu gol feito já pequena área, aos 39 minutos, quando colocou a bola sobre o travessão.
Neste tempo todo o Guarani ficou na roda e quando retomava a posse de bola, não teve capacidade para se organizar ofensivamente, apesar da entrada do atacante Dentinho e outras mexidas infrutíferas de seu treinador.





































































































































