Ajustes no time do Guarani abrem nova perspectiva

Ajustes no time do Guarani abrem nova perspectiva

Ajustes no time do Guarani abrem nova perspectiva

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Na mais ajustada partida neste Brasileiro da Série B, o Guarani arrancou vitória por 1 a 0 sobre o Vitória, o que dá indício de reação para fugir das últimas posições.

Analistas que ainda insistem no velho ‘achômetro’, com previsão de que o time bugrino optaria por se defender e jogar por uma bola caíram do cavalo, o que recomenda sepultar essa narrativa pré-jogo.

Apesar de suas inegáveis limitações, o Guarani entrou em campo propenso a jogar de igual por igual, até porque o raciocínio lógico era de que adversário não provocaria temor.

Thiago Carpini

Thiago Carpini

Claro que quando o Vitória tentava se organizar ofensivamente, o Guarani mostrava-se aplicado na marcação, de forma a reduzir espaços para não ser surpreendido.

TRABALHOU A BOLA
E com a bola, surpreendentemente soube trabalhá-la, de forma que pudesse chegar ao ataque, e assim fosse explorada a qualidade do atacante Dadá.

Todavia, a fixação de Lucas Crispin, no trabalho com a bola e combatividade na marcação, resultaram em outro ‘norte’ para o time bugrino.

Foi dele o passe para ultrapassagem do lateral-esquerdo Tallyson, cruzamento, e gol do centroavante Michel Douglas, aos 24 minutos, antecipando-se ao goleiro Martín Rodriguez.

SUBSTITUIÇÕES

A vantagem no placar não significou acomodação do time bugrino, que manteve a estratégia até o final do primeiro tempo.

No Vitória, jogadores que podem render mais como o meia Felipe Gedoz e Wesley foram absorvidos pela marcação, enquanto pouco pode-se esperar do lento centroavante Anselmo Ramon.

Se Gedoz, preso do lado esquerdo pouco rendia, a opção de jogar por dentro, após o intervalo, em nada acrescentou.

O Vitória passou a ter mais volume ofensivo no segundo tempo porque obviamente seria mais atrevido, e os jogadores bugrinos Crispim e Artur Rezende cansaram, sem se registrar no elenco peças para reposição, embora apenas Crispin tenha saído.

Assim, no abafa, alçando bolas, e algumas delas espirrradas, o Vitória ameaçou, mas Anselmo Ramon e Wesley perderam chances.

Se houve melhora na distribuição da equipe bugrina em campo, se enfim o time aprendeu a catimbar com cera para ganhar preciosos minutos, é inegável que na bola aérea defensiva continua falhando, desta feita sem aproveitamento do adversário.