Ah! Guarani dos meus pecados...
Ah! Guarani dos meus pecados...
Quando o Guarani disparou no Campeonato Brasileiro da Série B, ganhando bem ou mal, mas ganhando e somando pontos, quase não me continha. Eram comemorações com o filho Guilherme, amigos e muito sorriso de felicidade no rosto.
De repente notei que o futebol não era assim tão vistoso, que as vitórias começaram acontecer na base da sorte e, jogos tidos como fáceis começaram a virar derrotas e empates bobos. Espera ai, pensei. Algo está errado e se não tomarmos cuidado o “caldo vai entornar”.
Só três bons jogadores
A partir daí comecei a analisar as partidas. Cheguei à triste
conclusão que o Guarani só tem três bons jogadores: Douglas, no gol; Maranhão, na lateral, e Glauber, no meio de campo. Os demais, desculpem minha sinceridade, todos “meias bocas”.
Analisem comigo: o jogo começa sempre com a defesa bem postada e com Douglas, quando solicitado, fazendo muitos milagres. Maranhão, além de defender, é o único que leva o time ao ataque. Quando não é possível tabelar com algum companheiro, cruza para área e, sempre há um gol.
No meio de campo, Glauber é o principal sustentáculo, uma verdadeira muralha. Joga sozinho. E quem joga sozinho sem ter a ajuda de algum companheiro, muitas vezes acaba se irritando e por isso a explicação de suas expulsões.
Sem esquema e sem fôlego
Já perceberam os raros leitores que, quando o adversário tem bom técnico e manda seus adeptos “colar” em Maranhão e Glauber, o Guarani vira presa fácil ? Pior, quando isso acontece, o Guarani não tem outra jogada para sair do esquema adversário. Aliás, o Guarani não tem nenhum esquema.
E o mais preocupante: o preparo físico é ruim e já foi provado em várias partidas, principalmente contra a Portuguesa. Nesse jogo estávamos vencendo no primeiro tempo por três a um. No final do segundo tempo a Lusa empatou e virou o jogo: quatro a três. Os bugrinos deixaram o campo com as linguas de fora.
O mais agravante de tudo: o técnico, em uma entrevista disse:
“Tudo está dentro da normalidade prevista, inclusive as derrotas. Um dia as derrotas chegam”, disse Vadão. No meu entendimento o trabalho tem que ser feito para que as derrotas não cheguem, a não serem as previsíveis e nos campos adversários: Portuguesa, Atlético de Goiás…
Crítica de especialista
Nivaldo Baldo (foto), uma das maiores autoridades em recuperação de
atletas, disse na Rádio Bandeirantes que, baseado numa foto do jornal Correio Popular, viu jogadores do Guarani pulando com peso nos ombros. Isso ai é coisa dos anos 50. Como também eram as subidas e descidas nos degraus das arquibancadas.
Hoje existem equipamentos bastante eficientes (e o Guarani os tem) para um perfeito preparo físico dos atletas. É, baseado nesses fatos, que me preocupo com a sorte do Bugrão.
Se antes o Guarani confortavelmente chegou à marca de sete pontos sobre o segundo colocado, hoje, o Guarani está há onze pontos da zona do descenso.
Leonel Martins de Oliveira, meu amigo. A luz amarela está piscando forte. Não vamos deixar para tomar providencias na última hora, como aconteceu no Campeonato Paulista. O Cidinho, treinador dos juniores pode ser uma ótima saída.
Estou dizendo que o Cidinho pode ser uma ótima saída porque, qualquer outro time na situação do Guarani, já teria mudado de técnico. Ou vamos esperar ascender a luz vermelha ?
A PREOCUPAÇÃO É GERAL
Sábado à tarde, no Bar do Chico, na Av. Andrade Neves, onde se come o melhor lanche de pernil, os bugrinos ali presentes já se mostravam conformados em ver o time continuar, no próximo ano, na Série B.
Marco Antônio Martins, investigador da DIG (Departamento de Investigações Gerais), carinhosamente chamado de Marquinhos, não se conforma em ver o Guarani, repentinamente, cair tanto de produção. “Até parece coisa mandada”, disse revoltado o investigador.
A conversa que já estava ficando mais que acalorada, só ficou mais branda, com um misto de revolta, quando entraram no bar dois agentes do governo Serra para flagrar algum fumante. Eles não vêm com a missão de orientar. Vem com uma vontade enorme de multar.
À bem da verdade, coisa comum no governo de Campinas e do Estado: amarelinhos não existem para orientar o trânsito. Muitos deles trabalham na “moita” para flagrar motoristas e “lascar” multas, sem contar os radares arrecadatórios, como diz José Arnaldo, da Rádio Bandeirantes.
Alguém no Bar do Chico fez uma pergunta que ninguém respondeu:
“Algum deputado, rádio, jornal ou televisão, questionou o PSDB quando das privatizações e a entrega das rodovias por concessões ? – Pois é. Por isso, hoje, temos a cada quarenta quilômetros um pedágio cobrando absurdamente caro dos automóveis, ônibus e carretas”.
Já que estou falando em governo, deixe-me aproveitar e perguntar:
“Por que a proibição de aulas nos colégios ?” Se é para proibir, vamos proibir os cultos evangélicos, missas, boates, jogos de futebol, camelódromo, shoppings… Querem saber o que acho ?:
Vão plantar batatas!!!





































































































































