Adilson Batista segue sem repetir time no América-MG e projeta duelo contra Corinthians

O Coelho vem de um empate diante do líder São Paulo em pleno Estádio do Morumbi

O Coelho vem de um empate diante do líder São Paulo em pleno Estádio do Morumbi

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Belo Horizonte, MG, 26 (AFI) – Querendo se livrar de qualquer risco de rebaixamento, o América Mineiro trata o duelo contra o Corinthians como uma decisão.no próximo sábado. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, o técnico Adilson Batista falou sobre a evolução da equipe e o que esperar do Timão, que tem uma partida importante pela semifinal da Copa do Brasil, frente ao Flamengo.

Veja os principais pontos da coletiva.

Estudo sobre o Corinthians

Ele sempre é observado, mas agora trabalhamos mais profundamente nesse período pós-jogo contra o São Paulo. Estamos vivenciando esse confronto com o Corinthians. Eles têm um compromisso importante pela Copa do Brasil, um jogo decisivo. Então, podem vir para cá de um jeito em função da vaga na final ou de outro em função de uma desclassificação.

No segundo caso, aumenta-se o interesse pelo Brasileiro. Pode ser que tenham trocas para sábado também em função de desgaste físico. Portanto, vamos observar essa partida deles contra o Flamengo para que coloquemos em campo aquilo que entendemos que será melhor para o jogo.

Estudo intensivo da comissão nos dias anteriores

Foram quatro jogos analisados, com foco nos que foram comandados pelo Jair (Ventura). Sempre fazemos essa análise junto ao Rui (analista de desempenho), Cyro e Felipe (auxiliares). Demos uma boa dissecada naquilo que a gente acha importante do adversário.

Adilson Batista quer foco total no Corinthians - Mourão Panda / Divulgação / América-MG

Adilson Batista quer foco total no Corinthians

Busca por evolução da equipe

É tudo um processo. Você chega, vai conhecendo, vai mostrando, vai ganhando corpo, vai sofrendo poucos gols, vai melhorando o processo de criação atrás, transporta isso para o meio, depois para frente mais ainda. Então, em tudo tem que estar melhorando. Após todos os jogos, nós temos feito isso.

Gosto de trabalhar com imagem aberta para que a gente mostre aos atletas o que foi pedido e foi treinado, por que determinada coisa não aconteceu, as coisas boas que aconteceram e o que é preciso evoluir. O adversário é sempre outro e o adversário pode ter comportamentos diferentes. Portanto, dentro dessa linha, temos de trabalhar as situações que podem acontecer.

Necessidade constante de mudanças na equipe

Não há dor de cabeça, mas, se analisarmos, foram 12 formações diferentes em 12 jogos. Mas não sou de reclamar. Não vejo problema com essa situação. É claro que é importante ter sequência e manutenção da equipe. O Carlinhos, por exemplo, vinha jogando muito bem, tenho gostado bastante dele. Então, faz parte do processo da competição.

É evidente que não vou colocar no lugar um jogador que não tenha as características da posição. Por outro lado, temos de considerar qual jogador adversário atuará por ali, então podemos pedir para determinado jogador nosso ter o comportamento de acordo com as situações do jogo. Vamos vivenciando as alternativas, então vamos trabalhar. Temos alguns dias para definir.

Substitutos no jogo contra o São Paulo

Precisamos entender o jogo e os porquês. Entramos com uma formação para controlar o jogo, conter o ímpeto, neutralizar e segurar. Queríamos segurar os corredores, a penetração do Hudson, bem como impedir da bola chegar ao Nenê e ao próprio Diego Souza – que definem e tem talento – e induzir o adversário a se atirar. Daí, você mexe de acordo com os acontecimentos da partida. Durante a semana, já tínhamos trabalhado com o Wesley Pacheco e o Ruy. Então, nós mexemos.

A entrada do Matheusinho surtiu um efeito muito bom, a entrada do Robinho foi excelente. Ganhamos corpo. Muitas vezes, o jogo muda, as características do adversário mudam e o valor do próprio jogo muda. Nossas ações mudam com isso também. Quantas vezes vimos o De Bruyne, o Hazard, o Iniesta, o Mascherano no banco… Portanto, não vejo necessidade de ficar explicando. Porém, vejo um comportamento muito bom dos atletas, uma receptividade, um entendimento e uma aceitação muito boa.

São profissionais e temos que respeitar. Nós respiramos, vivemos e vemos o que é melhor para o coletivo. Preciso pensar sempre no desempenho coletivo e no desempenho de pontuação que temos necessidade. Essa sempre foi a minha intenção aqui.