Adeus a Barros! Aplausos na despedida de presidente do Mogi

Mogi Mirim, SP, 5 (AFI) – Centenas de pessoas entre autoridades, torcedores, amigos e familiares deram o último adeus ao presidente do Mogi Mirim, Wilson Fernandes de Barros, nesta terça-feira à tarde, no Estádio João Paulo II. O dirigente morreu nos primeiros minutos do dia, em sua casa, vítima de um infarto.

O velório foi realizado na “segunda casa” de Wilson Português, como era conhecido. Logo após sua morte, a esposa comunicou aos amigos mais próximos que o velório seria realizado no estádio, que ficou a noite toda aceso numa última homenagem ao presidente que conduziu o clube nas últimas três décadas – por 27 anos.

Movimento no estádio
O maior movimento aconteceu após o almoço, quando um número grande de pessoas se acumulou no portão principal do estádio. A bandeira do Mogi Mirim, de cores vermelho e branco, estava colocada sob o caixão. Wilson deixou quatro filhos – dois homens e duas mulheres – e a esposa.

O cortejo em direção ao Cemitério da Saudade ocorreu a partir das 16 horas, com o caixão deixando o estádio sob aplausos e sendo encaminhado por um caminhão do Corpo de Bombeiros.

Aos 62 anos, Wilson de Barros sofria há anos com a diabete, o que o obrigava a passar regularmente por sessões de hemodiálise. Com os dois rins praticamente sem funcionar e com outras funções afetadas, Wilson aguardava na fila de transplante. Tinha já perdido a visão de um dos olhos. Recentemente fez um regime alimentar e tinha esperança de logo poder ser transplantado.

Adeus ao amigo
Henrique Storti, diretor de futebol do Mogi e amigo pessoal de Wilson de Barros, comentou que a segunda-feira foi com certeza “ um dos dias mais feliz dele”. Segundo Storti, Barros estava contente com o acesso do time para a Série A1, ocorrido no sábado, após o empate sem gols com o Oeste de Itápolis.

”Ele estava animado. No sábado participou da reza junto com os jogadores e deu o grito de incentivo a todos”, comentou Storti.

O dirigente não se mostrou otimista com relação ao futuro do clube, que era tocado com a “mão de ferro” de Barros.

”É difícil imaginar isso aqui (Mogi) sem o Wilson. Ele tinha o poder das decisões, era a última palavra”, disse, emocionado.

O filho Marquinhos Barros (ao lado de Edson Ramos, representante da FPF) acompanha as ações do pai no futebol, junto com Henrique Storti. Na segunda-feira à noite, Marquinhos foi representar o clube na festa de enceramento do Paulistão, em São Paulo. Na volta da viagem soube do ocorrido. Os irmãos José e Fernando administram a empresa de auto peças da família.

Muitos treinadores
Entre os esportistas, muitos treinadores, quase todos que passaram ou que começaram a carreira no próprio clube. Como Osvaldo Alvarez, o Vadão, que veio de Monte Alegre do Sul, para se despedir do amigo, além de José Carlos Serrão, Mirandinha, Pedro Rocha e Mabília, além de Gersinho, auxiliar técnico e de Sá, fisicultor.

”Nós somos todos cria do Wilson”, lembrou Vadão.

Alguns ex-jogadores, como Cléber Arado, Moreno e Humberto. Haviam poucos dirigentes, mas foram registradas as presenças de Ademir Falsetti (Guaçuano), Marquinho Chedid (Bragantino) e Leonel Martins de Oliveira (Guarani). Representando a Federação Paulista de Futebol estiveram Edson Ramos, ouvidor, e Silas Santana, ouvidor da arbitragem.