Ademir Sopa deu nova ‘cara’ ao Guarani, mas ainda insuficiente para evitar a derrota
Time bugrino perde com gol duvidoso
Uma forte gripe ‘derrubou’ do auxiliar-técnico Gersinho, do Guarani, nesta sexta-feira em Natal, mas parece que quem ficou enfermo foi o treinador Osvaldo Alvarez. Duvida? Então veja a entrevista dada à Rádio Bandeirantes ao final da partida contra o América-RN, com derrota bugrina por 1 a 0.
“A equipe respondeu aquilo que a gente pretendia. Só faltou fazer o gol. Nosso time dominou o primeiro tempo. Gostei mais do time hoje (sexta-feira) do que contra o ABC quando somamos um ponto. O desempenho nos deixa otimistas”.
Vamos combinar o seguinte: o Guarani jogou bola dos 26 aos 48 minutos do segundo tempo, quando corretamente Alvarez fez duas alterações. Se a entrada de Thiaguinho no lado esquerdo do ataque pouco acrescentou, convenhamos que o meia Ademir Sopa deu outra dinâmica à equipe.
Sopa entrou com personalidade, chamou o jogo e raramente errou passes. Ou melhor: com a dinâmica de jogo distribuiu o time, o Guarani passou a ter posse de bola no campo ofensivo, e teve duas reais oportunidades para marcar: uma com Kleiton Domingues, que obrigou agilidade do goleiro Dida para praticar a defesa, e outra numa cabeçada de Schwenck, que tinha endereço certo e o goleirão empalmou pra escanteio.
Para as entradas de Sopa e Thiaguinho saíram Chiquinho e Renato Ribeiro. Aí, o volante Fábio Bahia foi deslocado para a lateral-direita.
Antes disso, o Guarani não agradou. E por que não agradou? A formatação com três meias – Danilo Sacramento, Renato Ribeiro e Kleiton Domingues – não foi suficiente para criar jogadas. A exceção foi um lance construído e finalizado por Kleiton, numa tabela com Schwenck, que resultou na defesa de Dida.
Renato Ribeiro foi mal, Danilo é coadjuvante e os laterais Chiquinho e Bruno Recife tiveram poucas chances de atacar no primeiro tempo, porque precisaram cuidar da marcação dos obstinados laterais Wanderson e Norberto.
Conclusão: com essa desarrumação, o Guarani não criou absolutamente nada no primeiro tempo. Por sinal, que pobre futebol mostraram as duas equipes: um monte de passes errados, chutões, trombadas e pouca criatividade.
Naquele período, o goleiro Emerson, do Guarani, só foi ameaçado em um lance e defendeu. O goleiro Dida não precisou praticar uma defesa sequer. A única bola perto do gol foi em um chute de fora da área de Bruno Recife.
E mesmo no segundo tempo, Dida só foi defender um chute fraco de Kleiton Domingues aos 16 minutos. E vejam que àquela altura o Guarani já perdia a partida em lance duvidoso que o bandeirinha Márcio Correia Dias chamou pra si a responsabilidade. O atacante Isac, do time potiguar, cabeceou, e ficou a dúvida se a bola ultrapassou a linha fatal.
Portanto, o Guarani que respondeu em campo aquilo o previamente planificado foi visto nos exatos 22 minutos derradeiros do segundo tempo, muito pouco para quem precisa reagir para fugir das últimas posições.
AMÉRICA GUERREIRO
Quanto ao América, vale-se basicamente da força do conjunto, aplicação típica de equipe da Série B, e alguns lampejos do atacante Isac.
Lógico que o prevalecimento do conjunto tem muito a ver com o trabalho do treinador Roberto Fernandes. Os laterais desafogam a defesa, e espertamente Fernandes exigiu concentração maior de jogadas sobre Bruno Recife, evitando com isso que o jogador bugrino atacasse.
Afora isso, o time tem lá suas limitações, erra muitos passes e fica a dúvida se vai se sustentar nas primeiras posições na sequência do campeonato.





































































































































