Acusadas por jornalista e dirigentes do Palmeiras, ex-técnica procura Justiça
Ana Lúcia e Renata Pelegatti pedem reparação por calúnias de Dirigente do Palmeiras e jornalista
Em redes sociais, a revolta da torcida e dos apoiadores do futebol feminino ecoaram na crônica esportiva especializada, e colocaram em cheque os dirigentes do Palmeiras.
São Paulo, SP, 30 (AFI) – Apesar de surpresas pela decisão da cúpula Palmeirense de encerrar seus contratos logo após a conquista do acesso invicto para a Série A-1 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, a treinadora Ana Lúcia Gonçalves e a Supervisora Renata Pelegatti estavam deixando o Alviverde da Capital com muita tranquilidade, postando mensagens de gratidão e já pensando nos próximos desafios. Ocorre que nas redes sociais, a revolta da torcida e dos apoiadores do futebol feminino ecoaram na crônica esportiva especializada, e colocaram em cheque os dirigentes do Palmeiras.
Sem exibir qualquer fato concreto ou mesmo um depoimento que amparasse as suas divagações, o repórter Danilo Lavieri publicou texto baseado em fontes anônimas dentro da diretoria do Palmeiras, que justificariam as demissões de Ana e Renata numa infundada suspeita por envolvimento com doping de atletas, e atuação como empresárias.
O jogo para aplacar a fúria da torcida teve efeito contrário, e o apoio às profissionais se intensificou ainda mais no meio do futebol feminino. Vale lembrar que o suposto caso de doping apontado, ocorreu com atletas sem qualquer vínculo com Palmeiras na época do fato, e que as profissionais levianamente envolvidas pela reportagem, informaram o caso à direção do Palmeiras antes de serem contratadas, e este jamais envolveu o nome das duas profissionais em qualquer etapa do julgamento que as atletas, cujos nomes preferimos preservar, enfrentam.
INOCÊNCIA É CLARA
O Palmeiras está tão certo da inocência das atletas, que inclusive assumiu a defesa de ambas, mesmo não podendo utilizá-las, fato compartilhado por Ana e Renata. Quem vive nas cidades de Valinhos e Vinhedo, acompanha a luta da técnica Ana Lúcia pelo Futebol Feminino há anos, e o impacto positivo que causou nas vidas de centenas de meninas.
Estes diretores do Palmeiras citados e protegidos pelo repórter Danilo, omitem que Ana e Renata foram as verdadeiras responsáveis pelo contato com cada atleta do elenco atual do Verdão, e que formaram grande parte destas talentosas jogadoras desde as categorias de base, e sempre com recursos próprios. Não cobraram um centavo do Palmeiras pelas indicações ou pelo trabalho de formação.
HIPOCRISIA
Utilizá-las na montagem do elenco, na formatação de toda a estrutura em vinhedo, na montagem dos alojamentos e até na abertura dos contatos com a Prefeitura local; para depois supostamente vazar uma acusação de que atuariam como empresárias é desumano, hipócrita e beira o ridículo. Fossem outros os tempos, e certamente tais indivíduos jamais seriam admitidos como dirigentes de uma instituição com a grandeza do Palmeiras.
E o histórico de difamação continua, já que nem mesmo com a declaração pública de uma das jogadoras citadas pelo doping, desmentindo categoricamente qualquer implicação de Ana e Renata com o caso, mereceu uma retratação ampla e formal da cúpula do antigo Palestra, que parece seguir com a tática de esconder as atletas de entrevistas, já que a simples consulta nas redes sociais encontra várias homenagens das jogadoras à técnica Ana Lúcia, tornando matematicamente impossível que 21 jogadoras do elenco tivessem qualquer tipo de queixa contra ela, como citado na matéria de um site esportivo.
DEBANDADA GERAL
Outro ponto escondido pelos dirigentes do Palmeiras, é que praticamente toda a comissão técnica deixou o clube em solidariedade ao absurdo afastamento da dupla que comandava o cotidiano da invicta equipe do Brasileirão da Série A-2, como também é constatado com uma rápida verificação nas redes sociais e súmulas das partidas. Pobre Palmeiras que perdeu médico, preparadora fÍsica, treinadora, fisiologista, supervisora, etc… E permite que a excelência no trabalho seja recompensada com difamação pelo UOL…
Com 37 anos dedicados ao Futebol Feminino, tendo atuado como atleta pioneira nos anos 80, jogando por Guarani, Ponte Preta e Saad; além de inúmeros títulos conquistados como treinadora no futebol e futsal, Ana Lúcia tem uma vida de ilibada reputação, e mesmo atravessando uma fase conturbada com a saúde do seu Pai, de 96 anos de idade, não abdicou das suas responsabilidades para levar o Palmeiras a um acesso histórico e invicto.
CASTIGO VEIO DE IMEDIATO
Ao não aceitar interferências indevidas no seu trabalho, foi covardemente atacada em sua honra pessoal e profissional. Que a justiça siga o seu rumo e os culpados sejam punidos exemplarmente, ressaltando que já foram contratados advogados para analisar e assessorar as profissionais no caso, pois no campo desportivo, o castigo já chegou, com o Palmeiras perdendo a invencibilidade no Brasileiro Feminino para o rival São Paulo na tarde deste domingo.





































































































































