Abel aponta 'mau jogo e falta de compromisso coletivo defensivo' do Palmeiras
Técnico enumerou falhas do seu time e exige melhora nos próximos jogos
Na opinião dele, o Verdão teve uma atuação ruim, principalmente no setor defensivo
São Paulo, SP, 3 (AFI) – O empate com o Juventude, neste domingo, no Allianz Parque, por 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, deixou o técnico Abel Ferreira bravo com o time do Palmeiras. Em entrevista coletiva, o treinador português não economizou críticas aos seus jogadores.
“O que é ser propositivo? É ter 73% de posse de bola, chegar ao último terço e cruzamentos e nada, finalizar e nada. O que é ser propositivo? Ter 73% de posse de bola e não criar. Fizemos, na minha opinião, um mau jogo. Os números não mentem. Não posso entrar em campo e sofrer gol da forma que estamos a sofrer. Não posso ter 22 jogos e ter 26 gols sofridos. É falta de compromisso coletivo defensivo”, disse Abel, que continuou enumerando defeitos a sua defesa.
“Não podemos sofrer o primeiro gol como sofremos. Foram avisados que iam procurar bola parada e transição, era fundamental ter segurança, paciência e velocidade. Foram avisados. Os números são claros como água. Temos média de gols sofridos de equipe de rebaixamento.
Não me venham falar em retranqueiro. Temos de melhorar o compromisso coletivo defensivamente. É o que essa equipe tem na Libertadores”, afirmou o técnico, ao dividir o que o time fez na competição continental, na qual é finalista, e o que faz no torneio nacional.
DEFESA ESTÁ MAL
“No Brasileiro defensivamente não estamos bem. Vamos fazendo gols, com um, dois, já fizemos quatro, já batemos recordes de gol no Allianz Parque… Só que é preciso 50%… O jogador brasileiro joga 50% com bola, faltam os outros 50% sem bola. Quando falo da equipe eu sou parte da equipe, quando critico critico o treinador da equipe.
É uma crítica coletiva e o treinador está dentro. É compromisso e solidariedade defensiva coletiva. Não é da defesa ou dos avançados, é de todos. Por que temos um empenho na Libertadores extraordinário? Porque está com foco e atenção no máximo. Não foi por falta de aviso. Mas entrar no jogo e sofrer um gol da maneira que sofremos. Dá ao adversário confiança”, continuou o treinador, que aproveitou para analisar o Juventude.
“O Juventude fez bem, queimou tempo com goleiro, quebrou ritmo… Fazem muito bem aqui, deitar no chão, ganhar tempo. Muitas vezes o Palmeiras também faz, é cultural. Depende da mentalidade do treinador, jogador e árbitros. Se permitirem as equipes vão continuar a fazer isso. O Juventude fez e fez bem, teve oportunidades para fazer gol na segunda parte. Nós fizemos um mau jogo”, completou.
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