A3: Pelo acesso, técnico do Força aposta na experiência
Caieiras, SP, 01 (AFI) – O ex-zagueiro Capone (foto), hoje técnico do Força, que disputa a Série A3 do Campeonato Paulista, falou com exclusividade ao Portal Futebol Interior sobre as perspectivas da equipe na competição, experiências como jogador, como é sentar no banco de reservas e suas conquistas como atleta em clubes de pouca expressão.
Depois de um começo irregular na Série A3, o Força parece ter se encontrado, e vem de três vitórias seguidas, alcançando o G* da competição e provando que vai mesmo brigar pelo acesso.
Antônio Boaventura – Como é transceder das quatro linhas para o banco de reservas, agora como técnico e comandar uma equipe da Série A3 do Campeonato Paulista?
Capone: É uma nova experiência, mas dentro de mim ainda existe um jogador de futebol. Sempre procuro passar para os atletas que o futebol é simples e não adianta inventar, a exemplo do jogo contra o Palmeiras, independente de ser o time B é sempre o Palmeiras, não fomos tão bem, mas saímos vitoriosos. Graças á Deus eles veem correspondendo muito bem, o importante é equilibrar as ações, ontem como jogador e hoje como técnico a vontade de vencer é a mesma.
AB – Como atleta você conquistou títulos importantes por equipes de pouca expressão, Copa do Brasil pelo Juventude e a UEFA com o Galatasaray, da Turquia. Essa experiência é repassada aos atletas do Força, para que eles possam conseguir o mesmo?
Capone – Acredito que os jogadores que aqui estão também são vencedores. São atletas que não tiveram oportunidades nos clubes e eles trabalham hoje visando o lucro, ou seja, ganhar na venda do atleta. O que aprendi fora do país tento passar para eles. Quando você entrar em campo deve vender seu peixe e caro, por que do outro lado existe o torcedor que tem de ser respeitado e a si próprio. Isso por que você pode se deparar com algumas situações, como seu filho ou seus parentes ao questionar o resultado do jogo e você poder dizer que ganhou, então é vencedor. São frutos que podem ser colhidos no futuro.
AB – Três vitórias consecutivas mostram realmente a força da equipe na competição?
Capone – Sim. Por que o Força está representando não só os jogadores, mas uma nação chamada Força Sindical e tenho a certeza de que estão torcendo por nós. Por isso procuramos honrar a camisa do Força e estas vitorias estão comprovando isso.
AB – O Força disputa a Série A3 apenas para se manter nesta divisão ou almeja o acesso para a A2?
Capone – Acredito que a partir do momento que você entra em uma disputa não é apenas para participar, e por termos uma boa equipe o nosso objetivo inicial é ficar entre os oito primeiros e depois é outra história. O inicio foi muito bom, já conquistamos 11 pontos e estamos no G8, equipes como o Palmeiras, Bandeirante, e outros participantes querem subir, por que a manutenção em uma mesma divisão não trás reconhecimento.
AB – Com bom inicio de temporada, o Força teme perder algum atleta para o decorrer da competição?
Capone – São atletas de valor e nós iremos ver o que é melhor para eles. Caso possa surgir à oportunidade o Força não irá segurar ninguém, por que não adianta você fazer um trabalho e ser barrado. Inclusive isso ocorreu na minha carreira de jogador, quando diversos clubes queriam que eu jogasse, mas, não obtive liberação e isso me prejudicou muito.





































































































































