A2: Imprensa de Araras sofreu na mão da torcida do Botafogo
Araras, SP, 23 (AFI) – O empate inesperado entre Botafogo e União São João, por 1 a 1, no último sábado, fez os ânimos se acirrarem no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. A hostilidade recebida pelos profissionais de imprensa de Araras e pela própria diretoria do União e, principalmente, as medidas de segurança para o jogo de volta foram uma das pautas da reunião na manhã desta quarta-feira da cúpula do União São João.
A confusão no Santa Cruz começou quando o União São João abriu o placar aos 21 minutos do segundo tempo, com gol de Marcelo Toscano. Havia três rádios de Araras trabalhando na partida, e, alguns torcedores se revoltaram com a narração dos locutores.
As divisórias da cabine da Rádio Clube de Araras foram destruídas após serem esmurradas e o locutor Marcial D´Sanctis foi obrigado a terminar a narração segurando as divisórias para não cair em cima da equipe.
Além disso, a rádio teve seu equipamento danificado pelos copos de cerveja arremessados após a narração do gol, e o comentarista Pelé Cressoni, de 68 anos, acompanhado de sua esposa, foi agredido física e verbalmente, sendo, inclusive, ameaçado de morte.
Somente a força policial pôde impedir que os fios da transmissão não fossem cortados.
“Somos profissionais e viemos somente fazer nosso trabalho. Não provocamos ninguém, mas nossos ouvintes esperam que passemos emoção”, disse Cressoni. Todos os acontecimentos foram narrados ao vivo pela Rádio Clube.
Ninguém assumiu a autoria das agressões, mas as especulações isentam os torcedores da arquibancada.
“Não acredito que o torcedor comum tenha feito isso. Nossa localização não era próxima da torcida. Estávamos na área de imprensa, onde somente diretores do Botagofo e seus familiares podiam ter acesso”, disse o locutor D´Sanctis.
Sobrou até para a diretoria do União São João que ocupava a cabine ao lado da Rádio Clube. No momento do gol, os diretores não comemoraram fortemente em respeito ao adversário, porém, foram atingidos por diversos objetos – além de copos de cerveja e urina.
Os atletas reservas do time do União também reclamaram de agressões através de pedras, chinelos e cervejas arremessadas durante o aquecimento do plantel.
A volta
Para o jogo de volta marcado para o próximo sábado ás 19 horas no Estádio Hermínio Ometto, em Araras, a diretoria uniense está muito preocupada, pois um verdadeiro clima de guerra foi criado pelo ocorrido em Ribeirão Preto.
Além da narração ao vivo para toda a população de Araras de tudo o que estava acontecendo, os jornalistas pretendem fazer um comunicado de repúdio ao ocorrido endereçado ao Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.
A imprensa tem divulgado amplamente o episódio de desrespeito aos profissionais, e a conseqüência é a revolta dos torcedores da Ararinha.
“Dos portões do Estádio para dentro, faremos o possível para oferecer segurança aos torcedores e diretoria adversária, porém, os 15 lugares reservados à diretoria ficam muito próximos à torcida”, disse o presidente José Mário Pavan.
“Esperamos um bom comportamento também dos visitantes”, completa o cartola.





































































































































