A1, A2 e A3 vão ser disputadas em áreas de febre amarela

Campinas, SP, 17 (AFI) – A febre amarela também chegou ao futebol. O surto da doença, que começou em Goiás, se proliferou para São Paulo. A surpresa é grande, pois o último caso da doença em perímetro urbano tinha sido registrado em 1942, no Acre. No entanto, pela falta de cuidado e desinformação das pessoas, a febre amarela voltou a assustar o estado de São Paulo, principalmente no interior e nas áreas ribeirinhas.

Com o início do Paulistão, os times das Séries A1, A2 e A3 têm vários confrontos marcados para as regiões de risco. Ao todo, juntando as três divisões, 12 cidades estão na lista da Secretária Estadual de Saúde do Estado de São Paulo como focos da doença. Um aviso para os dirigentes dos clubes, que devem vacinar quem for viajar para tais cidades pelo menos com dez dias de antecedência. A aplicação da vacina é gratuita.

Na elite do Paulistão, as cidades de Sertãozinho, São José do Rio Preto, Mirassol e Guapiaçu merecem atenção. O número de regiões ameaçadas pela doença aumenta na Série A2: Birigui – Bandeirante -, Catanduva – Catanduvense -, Ribeirão Preto – Comercial e Botafogo -, Olímpia –, Monte Azul Paulista – Monte Azul – e São José do Rio Preto – América -; seis ao todo.

A A1 já começou, enquanto a A2 começa neste fim de semana. Os times que forem atuar nos locais mencionados devem providenciar o mais urgente a vacinação aos seus jogadores, comissão técnica e dirigentes. Na Série A3, que começa somente daqui a uma semana e meia, as áreas de alerta são Osvaldo Cruz, Penápolis e Presidente Prudente. Ao todo, são 314 regiões do estado que estão em sinal de alerta.

Áreas da A1, A2 e A3 que merecem atenção!
Birigui
Catanduva
Guapiaçu
Mirassol
Monte Azul Paulista
Olímpia
Osvaldo Cruz
Penápolis
Presidente Prudente
Ribeirão Preto
São José do Rio Preto
Sertãozinho

Entenda a febre amarela
A Febre amarela é uma doença infecciosa causada por um tipo de vírus chamado flavivírus, cujo reservatório natural são os primatas não-humanos que habitam as florestas tropicais.

Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. Embora os vetores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são absolutamente iguais.

A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para a outra. A transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou primata (macaco) infectados, normalmente em regiões de floresta e cerrado, e depois pica uma pessoa saudável que não tenha tomado a vacina.

Sintomas
Os principais sintomas da febre amarela – febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Aproximadamente metade dos casos da doença evolui bem.

Os outros 15% podem apresentar, além dos já citados, sintomas graves como icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta seqüelas.