A tradição de formar goleiros é uma marca na história de time do interior paulista
Dois goleiros formados no Majestoso disputaram Copa do Mundo e atual goleiro defende a seleção brasileira de Tite
Dois goleiros formados no Majestoso disputaram Copa do Mundo e atual goleiro defende a seleção brasileira de Tite
Campinas, SP, 26 (AFI) – A Ponte Preta é um dos clubes que mais revelou grandes goleiros para o futebol do Brasil. Algo que deve ser lembrado no “Dia do Goleiro”, comemorado neste 26 de abril. Alguns deles chegaram à Seleção Brasileira, como Valdir Peres – titular na Copa do Mundo de 1982 – e Carlos, que esteve em três Mundiais – como reserva em 1978 (Argentina) e Espanha (1982) e titular no México em 1986.
Este celeiro de goleiros foi geminado nos anos 50, quando Ciasca envergou a camisa 1 da Macaca por dez anos – entre 1950 e 1960. Depois de sua parada, o clube sentiu a necessidade em buscar novos nomes e investiu nesse trabalho, correndo atrás dos melhores talentos.

WILSON E VALDIR PERES
Só em 1966 é que Wilson Quiqueto apareceu para trilhar uma carreira de sucesso, que durou até 1971, incluindo em seu currículo o título paulista da Segunda Divisão em 1969 e a grande campanha no Paulistão de 1970.
Depois ele passou pelo Santos de Pelé e atuou em outros clubes como Internacional de Limeira e Figueirense.
VALDIR PERES
Depois de Quiqueto, o clube foi buscar no interior paulista, na cidade de Garça, Valdir Peres que atuou no clube entre 1970 e 1973, até ser vendido para o São Paulo. Ele também esteve em três Mundiais: 1974 (Alemanha),1978 e 1982.
Vieram outros bons nomes como Moacir ‘Cachorrão’, de Mogi Mirim, que atuou na Portuguesa a partir de 1977.Curiosamente quando ele foi para o Canindé,. Carlos passou a ser titular e a Lusa mandou para Campinas o atacante Rui Rei, que foi vice-campeão paulista em 1977 no maio time da Macaca em sua história.
Valdir Peres, quase no fim de carreira, ainda voltou à Ponte Preta em 1989, pendurando as chuteiras ano seguinte no Santa Cruz-PE. Entre 1984/1985 ele defendeu o Guarani, rival da Macaca em Campinas.

MAIOR DE TODOS
A partir daí, o ‘manto sagrado’ ficou nas mãos de Carlos que participou da seleção olímpica e depois principal. Pela Ponte Preta ele foi três vezes vice-campeão paulista: 1977, 1979 e 1981.
Depois defendeu o Corinthians, atuou na Turquia (Malatysapor), Atlético Mineiro, Guarani (1991), Palmeiras e encerrou a carreira na Portuguesa em 1993.
Ele detêm a marca de 437 jogos como titular, sendo a terceira marca da história da Ponte. Atrás apenas de Bruninho, anos 50 e 60, e do meia Dicá que atuou no clube nas décadas de 60,70 me 80.
Após se aposentar, Carlos tentou virar técnico, não conseguiu e depois trabalhou em vários clubes como treinador de goleiros.
Na esteira de Carlos, já vinha sendo preparado por Dimas, grande treinador de goleiros, Sérgio Guedes. Entre 1984 e 1989 ele atuou 183 jogos. Depois teve momentos de brilho em grandes clubes como Cruzeiro, Internacional e Santos.
IVAN É O MOMENTO
Outros pontepretanos tiveram passagens pela seleção de base como Luis Henrique (medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984), João Brigatti (atual técnico do clube).
Na história mais recente, marcaram época no clube Lauro (que marcou um gol de cabeça), Aranha e Dênis, que foi reserva de Rogério Ceni por anos no São Paulo.
Atualmente, a tradição da Ponte Preta é mantida por Ivan Quaresma, campeão ano passado em Toulon-França, e que já foi convocado para a seleção principal.





































































































































