A polêmica graduação no Muay Thai é assunto para a professora Fabiana Belai

Mitos, tabus e erros, além da posição sobre o assunto da professora da TEAM NOGUEIRA CAMPINAS

Mitos, tabus e erros, além da posição sobre o assunto da professora da TEAM NOGUEIRA CAMPINAS

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Existe muita discussão sobre trazer o Muay Thai “tradicional” para o Brasil, e a graduação é um assunto polêmico entre os professores de Muay Thai por aqui.

Oficialmente, na Tailândia, não existe nenhuma graduação para o Muay Thai. Não existe faixas como no Karatê, Jiu Jitsu, Kung-fu, etc e não é verdade quando dizem que a corda trançada no braço do lutador, o “Kruang”, é a sua graduação, já que isso é apenas uma tradição local.

O Muay Thai na Tailândia é o esporte nacional e lutar é um meio de sobrevivência, ou seja, profissão.

A professora Fabiana Belai (esq.) e sua aluna Glória de Paula (dir.) em mais uma competição conquistada. - De Paula Fotografia

A professora Fabiana Belai (esq.) e sua aluna Glória de Paula (dir.) em mais uma competição conquistada.

O que existe na Tailândia são lutadores que lutam em categorias amadoras e profissionais. A diferença entre amadores e profissionais só existe no papel na Tailândia pois até crianças já lutam profissionalmente, até como meio de vida, já que por lá impera a pobreza e desigualdade social.

Os atletas considerados amadores são os estrangeiros que vão pra lá, não os tailandeses, mas isso é assunto pra outra pauta.

Se me perguntarem o que acho sobre a graduação no Muay Thai no Brasil, vou dizer que concordo, pois acredito que os ocidentais necessitam de etapas a serem alcançadas para ter motivação.

Mas a discussão é: Se queremos o Muay Thai “RAIZ” no Brasil, será que devemos manter a graduação ou manteremos porque nos convém?