A Imprensa falada e televisada é burra!
A Imprensa falada e televisada é burra!
Na última quinta-feira tirei o dia para fazer uns exames para iniciar uma revisão e tratamento da arcada dentária. Na clínica que presta serviços de RX, muitíssimo bem instalada no Cambuí, pela primeira vez, em empresas do gênero e consultórios médicos, me deparei com revistas com datas atualizadas.
Lá tinha também um aparelho de plasma onde a Globo mostrava os melhores momentos de Itumbiara e Corinthians. Depois, uma longa entrevista “exclusiva” com o atacante Ronaldo, onde ele muito satisfeito e à vontade explicou os lances e sua participação no jogo.
Vi tudo na Bandeirantes
Como na noite anterior eu havia visto a partida pela TV Bandeirantes (a minha preferida com Luciano, Neto e Godoy) vi o batalhão de repórteres correndo atrás do ex-fenômeno. Coisa de circo. Eles, os repórteres, pareciam cachorrinhos correndo atrás do “homem” que, como está sempre fazendo, não falou um “a” em microfone de nenhuma emissora que não fosse a Globo.
Ronaldo, o ex-fenômeno, é capaz de dispensar uma boate, um motel, uma balada ou qualquer outra coisa para dar uma “exclusiva” para a Rede Globo.
Pensando bem, eu acho que ele está certo e, quer saber o por quê ? Porque, se você se dispuser a assistir qualquer canal, principalmente no horário da tarde, você só vai ver os concorrentes comentando a Vênus Platinada. Eles comentam as novelas, o BBB, enfim, tudo que a Globo faz, as outras ficam comentando, no “AR”, como o maior acontecimento do momento.
Levados à insignificância
E mais, como os locutores das outras emissoras foram levados à insignificância pelo atacante em fim de carreira, sem a menor cerimônia, eles comentaram o que este jogador falou na entrevista “exclusiva” dada à Rede Globo.
Isso tudo para mim é falta de capacidade, de criação, de imaginação, de pobreza mental dos locutores e de suas emissoras. Até a Rádio Bandeirantes de São Paulo, a minha preferida e para minha indignação, num domingo pela manhã, um programa de curiosidades, fez aos ouvintes uma pergunta sobre antigas novelas da Globo.
Por que, pergunto eu, o programa não fez perguntas sobre as novelas “Meu Pede Laranja Lima”, “Os Imigrantes” e tantos outros trabalhos educativos e belíssimos da Bandeirantes, que marcaram história na tevê brasileira ?
Olha, sinceramente, não tem nada mais chato que ficar em casa mudando de canais e só encontrando aquelas “senhoras” e alguns frescalhões falando dos figurinos, dos cenários, dos atores e atrizes Globais. É por esta e outras que, a Globo, nem precisa fazer publicidade. Os concorrentes fazem por ela.
Pobres canais
Quando esses pobres e pequenos canais não estão comentando a Globo, estão mostrando a “arte de cozinhar”. Nesses programas ensinam de tudo, menos higiene. Neles, ninguém lava as mãos; e… Paro por aqui por que tenho nojo até de lembrar desses “mestres da cozinha moderna”, na televisão.
Veja, eu não estou criticando a Rede Globo, não. Estou falando da falta de criatividade e da inveja das outras à Globo. Às vezes penso que o apresentador fala da Vênus Platinada para, quem sabe, ser lembrado por ela. Se, é por isso, um conselho: Tire o cavalinho da chuva. A Globo, pelo que sei, só contrata os bons, as boas cabeças, os que têm criatividade. Nunca os fuxiqueiros e carbonos.
Viola é bom exemplo
Inteligência tem o pessoal da Tv Cultura que, há mais de 25 anos, mantém no ar o “Viola, Minha Viola”, com a apresentadora e folclorista Inezita Barroso, com 84 anos, custo quase zero, abocanhando quatro pontos percentuais de audiência, tanto no programa dominical como na reprise aos sábados.
Quatro por cento é muito pouco ? Veja o Ibope de todos os outros programas da televisão brasileira, exceção feita ao Silvio Santos, Gugu Liberato, e mais uns dois ou três gatos pingados. Nem as tais mesas redondas conseguem os quatro do “Viola…”





































































































































