A casa vai cair: lanterna da Série B vai sofrer devassa

Itu, SP, 30 (AFI) – Lanterna do Campeonato Brasileiro da Série B, o Ituano vive uma profunda crise. Seus atuais dirigentes não sabem o que fazer, desde o ano passado quando expulsaram o empresário Oliveira Júnior do comando do clube. Uma luz no fim do túnel pode aparecer, nesta quinta-feira, quando uma empresa de marketing esportivo do Rio de Janeiro deve assumir o futebol do Galo.

O primeiro passo será trocar a comissão técnica, que sofre sob o comando de Leandro Campos, um técnico pé-frio e que só neste ano passou por dois rebaixamentos: na Caldense, em Minas Gerais, e no Santo André, em São Paulo. O fraco elenco, reduzido com a inaceitável justificativa de redução salarial – de R$ 200 para R$ 80 mil mensais – parece ter sido o último lance infeliz da atual diretoria. O novo grupo estaria disponibilizando, lodo de cara, 12 jogadores ao clube e prometendo mais oito reforços nos próximos dias.

Briga política, prepotência, ganância…
A triste situação do Ituano é fruto de mais uma história que envolve a briga pelo poder, com medidas pessoais e que inclui também a ganância pelo uso de recursos do clube. Na verdade, tudo é muito escuso no Ituano. A briga pelo poder começou ano passado, quando o clube, enfim, garantiu o direito de receber os 15% referente à venda do meia Juninho Paulista para o são Paulo.

O valor total seria de R$ 9 milhões, que passou a ser disputado por Oliveira Junior, que bancou o clube desde 2000, e a administração do clube, sempre à parte, indiferente às coisas do time e à tradição da cidade. Metade desta dinheiro – R$ 4,5 milhões – já teria sido embolsados pelos atuais dirigentes, naturalmente, dentro dos cofres do clube. A outra metade ainda está sendo disputada na Justiça Cível.

O que alguns poucos conselheiros e torcedores não entendem é onde teria sido aplicado os R$ 4,5 milhões, que aparentemente sumiram em apenas quatro meses. Mesmo porque o clube fechou uma parceria para a disputa do Campeonato Paulista, o que diminuiria sensivelmente os seus gastos no futebol.

Perseguido politicamente, o vice-prefeito Oliveira Júnior, ficou inconformado com o que chamou de “ingratidão” dos dirigentes. Assim, optou por voltar à cidade de Ribeirão Preto, inclusive fechando seu escritório na cidade de Itu, adotada por seis anos.

Time em baixa
No meio de tantas idnefinições, o time continua treinando para tentar se recuperar na Série B. No sábado vai enfentar o Gama, no Distrito Federal, na tentativa de evitar a quarta derrota consecutiva. Antes caiu diante do Ceará (3 a 2 – em casa), Marília (4 a 3 – fora) e Coritiba (1 a 0 – em casa).

O time já não conta com três jogadores que saíram por não aceitarem redução salarial: o goleiro Márcio, além dos volantes Flávio (que foi para o Ceará) e Daniel, que teve seu passe comprado pelo Marília (R$ 380 mil) junto à Cabofriense-RJ, mas que depois acabou atravessado pelo Cruzeiro.