À beira do caos, Figueirense consegue em 2ª instância pedido de recuperação judicial
Decisão saiu em meio a eliminação do clube para o modesto FC Cascavel ainda na primeira fase da Copa do Brasil
Decisão saiu em meio a eliminação do clube para o modesto FC Cascavel ainda na primeira fase da Copa do Brasil
Florianópolis, SC, 18 (AFI) – Se dentro de campo o Figueirense perdeu para o FC Cascavel e foi eliminado ainda na primeira fase da Copa do Brasil, fora das quatro linhas o clube teve uma vitória importante nesta quinta-feira, já que foi provido o recurso do clube referente ao pedido de recuperação judicial pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
A decisão foi assinada pelo desembargador Torres Marques, que recebeu o recurso e resolveu por seu provimento. Com isso, o Figueirense agora terá prazo de 30 dias para apresentar um novo plano para sanar todas as dívidas, do contrário a ação perderá o objeto e será extinta.
“Ante o exposto, desconstituo, de ofício, a sentença apelada e, nesta ocasião, reconheço a legitimidade ativa dos apelantes e determino o retorno dos autos à origem para regular processamento e implementação da análise integral dos termos da tutela requerida em caráter antecedente”, diz parte da decisão.
A decisão desta quinta-feira surge como uma luz no fim do túnel ao Figueirense, que em 2021 completa 100 anos de história. Rebaixado em 2020, neste ano o clube disputará a Série C do Campeonato Brasileiro.
A CRISE NO FIGUEIRENSE
Nos últimos anos, o Figueirense viu a crise aumentar sob a gestão da Elephant, empresa gestora do clube até 2019, um dos anos mais conturbados do clube, que conviveu com greves e chegou até dar W.O. em um jogo da Série B. Com a saída da gestora, acreditava-se que o clube fosse se recuperar, mas a situação se agravou com o rebaixamento à Terceira Divisão, combinado com a pandemia da covid-19.
O time catarinense tem uma dívida de R$ 165 milhões e viu na recuperação judificial a única saída para não fechar as portas. O clube alega que não tem condições de arcar com seus credores e revela a possibilidade de dar W.O. durante o ano por ter uma folha salarial maior do que consegue pagar. Por isso, oficializou o pedido como caráter de urgência.
“Após meses de rigorosos estudos, readequações, simulações e projeções financeiras, é com certo dissabor que se constata: o Figueirense, instituição centenária de destaque no desporto brasileiro, não possui condições de continuar a sua operação-futebol sem o auxílio de um procedimento que lhe permita renegociar seu endividamento passado de maneira organizada, global e com proteção dos seus ativos”, diz um dos trechos do documento.





































































































































