Técnico que mandou dar 'porrada' no Piauiense pega 1 ano de suspensão

Decisão se baseou no Artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por "incitação ao ódio e violência no campo de jogo"

A decisão se baseou no Artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por "incitação ao ódio e violência no campo de jogo".

Teresina, PI, 03 (AFI) – O Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI) não aliviou e puniu o técnico Paulo Júnior, do Tiradentes-PI, com suspensão de 360 dias além de multa de R$ 2 mil. Tudo isso por conta de uma ordem ao seu time para “dar porrada… dar pontapé mesmo” nos adversários em jogo do Campeonato Piauiense.

A decisão se baseou no Artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por “incitação ao ódio e violência no campo de jogo”.

Paulo Júnior foi suspenso por 360 dias pelo TJD-PI

Paulo Júnior foi suspenso por 360 dias pelo TJD-PI

RELEMBRE

Uma verdadeira confusão aconteceu durante a vitória do Picos por 1 a 0 para cima do Tiradentes, no estádio Helvídio Nunes, pela 10ª rodada do Campeonato Piauiense. Em súmula, o árbitro Ideilon Helton Alves Lima fez fortes acusações em direção ao técnico Paulo Júnior, que chegou a ser expulso do duelo.

“O técnico da Sociedade Esportiva Tiradentes estava instigando insistentemente seus atletas a violência dentro de campo dizendo “pode dar porrada neles é por minha conta, pode dar um pontapé mesmo e pode deixar comigo”. Imediatamente, mostrei o cartão vermelho expulsando da partida

Informo ainda que logo após o término da partida, o mesmo (Paulo Júnior) adentrou o campo de jogo para tomar satisfações com o assistente. E, ao mesmo tempo, tentou agredi-lo, mas foi contido pelo policiamento”, relatou a arbitragem em súmula.

REBATIDA!

O técnico Paulo Júnior mostrou muita indignação com a descrição do caso pelo árbitro e o acusou de mentiroso. O treinador garantiu não ter pedido para seus jogadores agredirem os atletas do time rival e ainda revelou uma tentativa de agressão do bandeirinha.

“Fiquei o jogo inteiro e fui expulso sem ter feito nada. É normal a gente pedir para o jogador chegar junto, mas não houve nada além disso. Eu ainda fui parabenizar o árbitro e quase fui agredido pelo bandeirinha. Ele veio em minha direção com o punho fechado. Eu realmente falei que o único erro do árbitro foi acreditar em um mentiroso, mas não justifica a tentativa de agressão. A polícia aparece e dispersou todo mundo”, falou o treinador.