"Moleque" se esquiva de críticas do presidente do América-MG: "Não me rebaixarei"

Mesmo queimado no grupo, entre os torcedores e, principalmente, na diretoria, Ademir se colocou à disposição do clube

Mesmo queimado no grupo, entre os torcedores e, principalmente, na diretoria, Ademir se colocou à disposição do clube

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Belo Horizonte, MG, 19 (AFI) – O atacante Ademir usou suas redes sociais, nesta sexta-feira, para explicar o motivo de ter se negado a entregar em campo pelo América-MG diante do Treze na Copa do Brasil. Durante a postagem, ele não respondeu diretamente ao presidente Alencar da Silveira, que o chamou de “moleque”, mas ainda assim deu uma cutucada.

“Não irei comentar os ataques pessoais sofridos nas declarações, primeiro por entender que este assunto deveria ter sido tratado internamente e também venho de uma família humilde, porém educada, e de modo algum irei me rebaixar ao mesmo teor das falas proferidas”, escreveu ele.

Ademir deu sua versão. (Foto: Estevão Germano/América)

Ademir deu sua versão. (Foto: Estevão Germano/América)

“Fui o mais honesto possível, para não prejudicar o América FC. Sei muito bem da grandeza deste clube e reconheço que nenhum atleta, funcionário ou dirigente é maior do que a instituição”, completou Ademir.

JUSTIFICATIVA!
Ademir não negou que tenha se negado a entrar em campo. Ele, no entanto, explicou que havia recebido a informação de que seria negociado e, por isso, ainda nas palavras do jogador, não tinha se preparado adequadamente ao jogo.

“Entendo o lado do clube, mas e o meu lado? Se teve alguma mudança relacionada a liberar ou não, poderia ter sido avisado no mesmo dia que fui informado que não iria jogar, automaticamente iria me recompor de toda a situação, buscaria entender o porque da mudança e me prepararia para a partida”, argumentou.

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“Mas, com poucas horas de antecedência, isso me foi passado, não achei viável e honesto da minha parte entrar em campo sem ter me preparado, principalmente psicologicamente, pois senti que não iria render o que eu posso render, por toda a situação que foi criada, e poderia prejudicar a equipe ao invés de ajudar”, seguiu o atacante.

Mesmo queimado no grupo, entre os torcedores e, principalmente, na diretoria, Ademir se colocou à disposição do clube.

“Estou à disposição da comissão técnica para ajudar a equipe como sempre fiz”, finalizou.