Volante ex-Vasco aponta motivos para a queda do time à Série B

Para Bastos, o principal erro da diretoria foi ter demitido o treinador Ramon Menezes, no começo do Campeonato Brasileiro

Para Bastos, o principal erro da diretoria foi ter demitido o treinador Ramon Menezes, no começo do Campeonato Brasileiro

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Rio de Janeiro, RJ, 23 (AFI) – Após encerrar sua quarta passagem pelo Vasco em dezembro do ano passado, devido à uma discussão com o ex-treinador do clube, Ricardo Sá Pinto, o volante Fellipe Bastos, sem clube desde então, elencou alguns fatores para a queda do cruzmaltino à Série B de Campeonato Brasileiro e criticou a postura do ex-treinador e do ex-presidente Alexandre Campello.

Para Bastos, o principal erro da diretoria foi ter demitido o treinador Ramon Menezes, no começo do Campeonato Brasileiro. O volante, ainda indignado, disse que os atletas não conseguiram absorver as ideias de Sá Pinto e que o treinador trouxe alguns atletas ao elenco que não tinham a cara do Vasco. “O Vasco não é Disneylândia”, disse o jogador, inconformado.

POLÊMICA

Felippe Bastos revelou que o ponto central para sua saída do clube começou no dia 3 de dezembro, quando na derrota do Vasco por 1 a 0 para o Defensa y Justica, ao tentar entrar em São Januário, o volante foi barrado pelos seguranças. Incomodado com a situação, foi conversar com Sá Pinto no dia seguinte, quando o treinador, segundo o atleta, o desrespeitou.

Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

“No outro dia, ele me chama na sala dele para conversar comigo. Ele disse: “Você sabe que pode ficar fora de qualquer jogo que eu escolher”. Falei: “Claro, o senhor é o treinador e escolhe. Com certeza é alguma coisa que a gente tem que acatar”. Aí ele começou a se exaltar e a falar alto: “Você tem que me respeitar como treinador”. Eu falei: “Te respeito como treinador, mas você não precisa falar alto. Só estamos eu e você na sala, estamos conversando”. Ele: “Mas você tem que acreditar na minha palavra”. Falei: “Não sei se foi você, se foi o supervisor, se foi o diretor, mas eu acho muito estranho o que aconteceu. Eu estava liberado para jogar na Argentina e sete dias depois no Brasil eu não estava. Mas cabe a mim aceitar ou não”, revelou Fellipe Bastos.

“Aí ele ficou possesso, começou a falar alto, gritar… Quando ele botou o dedo na minha cara, eu falei: “Cara, eu te respeito como treinador, mas você não é meu pai para ficar falando assim comigo. Então fala baixo, e a gente conversa normal”. Ele falou mais alto, a gente se exaltou, e um falou alto com o outro. Aí eu saí da sala, e ele falou: “Vai treinar afastado”, finalizou.

AFASTAMENTO

Após discutir com o jogador e descobrir que seria afastado, Bastos foi conversar com o ex-diretor do clube, André Mazzuco e Alexandre Campello, ex-presidente, que o tranquilizaram quanto à sua continuidade no Vasco para a próxima temporada. O acordo, porém, não foi cumprido, o que irritou o atleta.

“Eu falei: “Tudo bem”. Respeitei, saí da sala, troquei a roupa, conversei, contei a história toda para o Mazzuco, não falei que fiz menos ou mais. Falei para o Mazzuco: “Respeito muito a minha história dentro do clube, respeito muito o Vasco, respeito a situação do Vasco, mas eu não vou passar por isso. Eu não fiz nada e não vou treinar separado porque eu respeito a situação do clube”. O Mazzuco disse: “Tudo bem, vai para casa, a gente vai conversar e tal”. Nisso, o presidente me ligou e falou: “Pode ficar tranquilo, a gente vai conversar com ele, você tem minha palavra que vai ser reintegrado e vai voltar”. E eu estou aí em casa há quatro meses (risos). É, eu estou em casa”, disse Bastos.