Campeã da Libertadores com a Ferroviária, Lindsay Camila foca agora no 'pianismo'

Lindsay, que estava como auxiliar de Simone Jatobá na seleção sub-17, ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do feito

Lindsay, que estava como auxiliar de Simone Jatobá na seleção sub-17, ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do feito

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Campinas, SP, 27 – A sensação da comandante Lindsay Camila ainda é de deslumbramento pela conquista da Copa Libertadores no comando das Guerreiras Grená. O título, que veio com vitória da Ferroviária por 2 a 1 sobre o América de Cali, na Argentina, pode significar um maior fortalecimento das mulheres na função de comando no futebol feminino.

“Quanto mais mulheres nos clubes, quanto mais campeãs, vamos passar a ter um ‘pianismo'”, afirmou a treinadora em referência à técnica da seleção brasileira de futebol feminino, a sueca Pia Sundhage.

Lindsay, que estava como auxiliar de Simone Jatobá na seleção sub-17, ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do feito oela equipe de Araraquara. É a primeira brasileira campeã da Libertadores. “Sabe quando você ainda acha que é um sonho e que pouco a pouco vai percebendo que isso é verdade? Estou sonhando acordada. Não assimilei isso de ser campeão do torneio mais importante de clubes da América do Sul”, comentou.

Treinadora vê com muita perspectiva a abertura de mercado para as mulheres

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Com 38 anos, Lindsay vem se preparando há algum tempo para a função. A treinadora tem a licença A da Uefa e acumula passagens pelo futebol europeu. A ex-zagueira jogou no Brasil, Espanha, Portugal e França. Uma contusão no tornozelo acabou decretando o fim da carreira em 2006. O convite das Guerreiras Grená foi, para Lindsay, o grande desafio da sua carreira para começar a se consolidar como treinadora.

“Tivemos pouco tempo de trabalho. Começamos a treinar no dia 18 de janeiro. Foi uma história de superação mesmo.”

Ela disse que o seu principal desejo não está na área esportiva neste momento, mas no controle da pandemia da covid-19 que assola o Brasil e já fez mais de 300 mil vítimas. “Eu sonho voltar à vida normal, tirar a máscara, sonho em sair para a rua. Esse é o meu sonho mais forte. E que todos se recuperem.”