Alô Guarani: quem não faz toma!
Palmeiras vence de virada
Alô Guarani: quem não faz toma!

Quando um time do porte do Palmeiras é irreconhecível durante a primeira etapa de qualquer jogo, o mínimo que deve fazer o seu adversário é aproveitar a ocasião e cravar o resultado.
Pois o Guarani, embora equipe de porte médio, desconsiderou a chance de se impor quando teve oportunidades para isso, na partida que travaram na noite desta sexta-feira em Campinas, pelo Paulistão.
Saiu à frente do placar, poderia ter ampliado, mas por fim sofreu virada: 2 a 1.
A maratona de jogos obriga o Palmeiras a poupar titulares e o seu treinador Abel fez opção de escalar equipe alternativa.
Por desconhecer a estratégia que seria montada pelo Guarani, sem a utilização de um centroavante fixo, a opção de três zagueiros do Palmeiras perdeu efeito, principalmente pela postura irregular de Henri.
Afora isso, saída de bola extremamente lenta, alas sem a devida transição verticalizada e incontáveis erros de passes não condizem com atletas que integram o milionário elenco do Verdão.
Disso se aproveitou o Guarani para se impor em campo: forte cintura de marcação e organização de jogadas com rapidez puxadas principalmente por Andrigo, desta feita posicionado com meia e Bruno Sávio ocupando a faixa da direita. Davó fazia a função de meia-atacante.
Como havia um buraco entre meio-campistas e zagueiros do Palmeiras, o Guarani soube explorá-lo. Prova está que em bola rebatida, Andrigo dominou e a finalização rasteira foi certeira no canto direito, aos 13 minutos: 1 a 0.
Em seguida o VAR salvou o Palmeiras de sofrer o segundo gol quando Andrigo lançou Davó pouco à frente do zagueiro Henri, e o gol foi invalidado.
Como não era noite de Davó em erro defensivo do Palmeiras, ele ficou na cara do gol e praticamente recuou a bola ao goleiro Vinícius Silvestre, do Palmeiras.
Por ironia do destino, o Verdão que só havia assustado a meta bugrina em cobrança de falta de Scarpa, em que a bola chocou-se no travessão, eis que aos 46 minutos, no cruzamento de Gabriel Menino, o primeiro erro defensivo foi o zagueiro bugrino Romércio não estar na jogada para marcar Scarpa, que havia se projetado à área. Assim, a bola cabeceada por ele sequer teria direção do gol, mas ao escorar no pé do lateral Ludke enganou o goleiro Rafael Martins: 1 a 1.
MEXIDA EM BLOCO
Diferentemente da treinadorzada que preza pela prudência, Abel, do Palmeiras, teve a real percepção que precisaria mexer no time e trocou quatro de uma só vez no intervalo.
Se os alas Maike e Viña destoaram, foram trocados por Gustavo Garcia e Esteves, respectivamente.
Todavia, o que serviu para mudar a cara do time palmeirense foi a entrada de Zé Rafael no lugar de Henri, com abandono do desajustado esquema 3-5-2 e opção para o tradicional 4-4-2, com o meio de campo mais povoado e Zé Rafael participando da organização, como no lance em que originou o segundo gol de sua equipe, quando descobriu Willian livre no segundo pau – devido à desatenção de Ludke – e o atacante só teve o trabalho de complementar a jogada aos 25 minutos.
FELIPE MELLO
Dois erros em lances diferentes de Felipe Melo poderiam comprometer a vitória palmeirense.
Perdeu a bola para Davó, porém o bugrino a chutou para fora.
Na outra jogada o palmeirense foi desarmado por Régis, mas na finalização de Rafael Costa a bola foi pra fora.
PERDAS NAS TROCAS
Se o Palmeiras ficou encorpado com as substituições, as mudanças no Guarani – a partir dos 18 minutos do segundo tempo – provocaram perda de qualidade na equipe.
Se Rodrigo Andrade marcava e se movimentava ao ataque, Tony entrou mal no lugar dele.
Pablo, perdido no lado esquerdo, nada tinha a ver com a organização de Andrigo, por dentro.
Davó já estava cansado e sabia-se que não haveria ganho com a entrada de Rafael Costa.
Apenas Régis, que procurou se movimentar, justificou a entrada no lugar de Bruno Sávio.





































































































































