Torcedor entra com ação para impedir rebaixamento do Vasco e cobra indenização da CBF
Caso a decisão do torcedor seja acatada, o Fortaleza correrá risco de queda no Brasileirão
Caso a decisão do torcedor seja acatada, o Fortaleza correrá risco de queda no Brasileirão
Rio de Janeiro, RJ, 26 (AFI) – A briga na Justiça pela permanência do Vasco da Gama no Campeonato Brasileiro na virou novela. Nesta segunda-feira, um torcedor entrou com uma ação para tentar impedir a queda do Trem Bala. O caso corre na 2ª Vara Cível da Regional de Jacarepaguá, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
A ação pede para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não homologue o resultado do jogo contra o Internacional, pela 36ª rodada do Brasileirão, e a realização de um novo jogo com caráter de urgência. O torcedor ainda quer que o rebaixamento do Vasco fique sub judice, enquanto perdurar os efeitos da tutela.
Além da realização de um novo jogo, o torcedor quer uma indenização de R$ 20 milhões da CBF, a serem pagos ao Vasco da Gama, sendo R$ 10 milhões por danos morais.
Veja o que o torcedor se embasou parar entrar com a ação:
“Mister observar que os torcedores não possuem legitimidade perante a justiça desportiva, que diga-se de passagem, não pertence ao sistema judiciário brasileiro, daí não há que se falar em supressão de instância, uma vez que a justiça comum é a única apta a resguardar os legítimos interesses dos torcedores, insculpidos através do estatuto do torcedor, bem como dos cidadãos na guarida de patrimônio histórico, ambiental e cultural brasileiro.
Em que pese a presença dos problemas técnicos, a conduta correta a ser seguida pelo árbitro de vídeo deveria além de mencionar o problema técnico, informar o que ele de fato viu, ou seja: informar se o jogador do internacional estava à frente, na mesma linha, ou atrás do jogador do Vasco e não exclamar de modo impositivo, pressionando o árbitro de campo, através da frase “Flávio, gol legal. Gol legal”, como de fato fez.
Um dos casos mais notórios envolvendo a justiça comum e a justiça desportiva ocorreu envolvendo o Sport Clube Recife e o Clube de Regatas do Flamengo, mais precisamente a respeito do título brasileiro do ano de 1987. Após longo processo, cerca de 30 (trinta) anos após o início do imbróglio o Supremo Tribunal Federal julgou o RE 881864 apaziguando a situação e declarando o Sport Clube Recife como o único campeão do ano de 1987.”
O CASO
Após um mal funcionamento do VAR, que não conseguiu descobrir se Rodrigo Dourado estava impedido ou não no lance do primeiro gol do time colorado na partida, a diretoria do Vasco entrou no STJD com um pedido de anulação da partida, alegando um erro de direito no jogo.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, Otávio Noronha, indeferiu o pedido do Vasco para impugnação da partida contra o Internacional. Em seu despacho, Otávio Noronha indeferiu a inicial afirmando que no pedido do clube carioca falta a condição exigida pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (erro de direito) para recebimento da impugnação. Com o indeferimento o caso será arquivado.
Ao saber do resultado, o Vasco da Gama emitiu uma nota oficial criticando a decisão do STJD e prometendo recorrer da decisão. O time carioca entende que foi prejudicado ao ter um gol marcado contra de forma irregular. Na ocasião, o Inter venceu de 2 a 0.





































































































































