Vitória no dérbi não serviu para apagar desarrumação do time pontepretano
Ponte Preta é goleada pelo Palmeiras por 3 a 0
Vitória no dérbi não serviu para apagar desarrumação do time pontepretano

Assisti ao jogo em que a Ponte Preta foi goleada pelo Palmeiras por 3 a 0, em Campinas. Logo, caso o bugrino queira se manifestar sobre a derrota por 1 a 0 para a Inter, em Limeira, em horário simultâneo neste domingo, fique à vontade.
O resultado não altera a situação do Guarani, que já estava classificado às quartas-de-final do Paulistão, para enfrentar o Mirassol.
Se a vitória da Ponte Preta no dérbi campineiro serviu para assentar a poeira que rondava o Estádio Moisés Lucarelli naquele momento, o acaso daquele jogo ficou mais caracterizado de que nunca diante do Palmeiras.
Se contra o Guarani a Ponte Preta chutou três bolas ao gol e teve 100% de aproveitamento, diante do Palmeiras o seu time ficou na roda durante maior parte do segundo tempo, e contra um adversário que levou a partida em ritmo de treino, preocupado visivelmente em se poupar.
Se o Palmeiras mantivesse postura aguerrida após o intervalo, de certo aproveitaria a instabilidade do time pontepretano para ampliar ainda mais o placar.
Assim, só não enxerga as deficiências técnicas do time pontepretano quem não quer ver, ou quem tem problema de miopia.
SEM PADRÃO
Não bastasse a deficiência técnica da maioria dos jogadores da Ponte, vê-se claramente em campo um time sem padrão de jogo, sem transição ao ataque de laterais trabalhando a bola em triangulações, sem meio-campistas que fazem organização, sem jogadas de fundo de campo e com centroavante que recua insistentemente para pegar na bola, pois ela custa a chegar. Do contrário, ficaria preso e absorvido por zagueiros adversários.
O indicativo de tudo isso é time mal treinado, presidente Sebastião Arcanjo que delega comando da equipe a um técnico inexperiente, e que ignora contestações de torcedores que pedem mudança.
Assim, Arcanjo deixa a coisa ser encaminhada a deus dará para o Campeonato Brasileiro da Série B, sem que haja uma voz dissonante do Conselho Deliberativo do clube cobrando providências.
DUAS CHANCES
Contra o time alternativo do Palmeiras, que contou com vários garotos da base iniciando a partida ou entrando no transcorrer dela, a Ponte não teve a mínima capacidade de penetração ofensiva.
Em decorrência, criou apenas duas reais oportunidades.
Em uma dela, o atacante Niltinho saiu à frente do zagueiro Vanderlan, mas permitiu que ele se recuperasse e travasse a finalização.
Outra quando Paulo Sérgio, na cara do gol, aos 39 minutos do segundo tempo, isolou a bola.
FALHA COSTUMEIRAS
Pra variar, nos gols do Palmeiras, falhas habituais do time pontepretano.
No primeiro, a bola se ofereceu para o meia Gustavo Scarpa que arriscou um belo chute, de fora da área, longe do alcance do goleiro Ygor Vinhas, aos 34 minutos.
O meia Scarpa dominou a bola como quis à frente do lateral Felipe Arbuquerque, aos 47 minutos, fez o cruzamento para o atacante Willian que, livre de marcação, só completou.
Falha dupla: Apodi, que ficou atrás de Willian, e Rayan, ao lado, preocupado em marcar a bola e não ao adversário.
Pra completar a sequência de falhas da defesa da Ponte, em novo cruzamento de Scarpa, Wesley, livre de marcação, completou aos três minutos do segundo tempo, assim como aos nove, cara a cara com o goleiro Ygor Vinha, quis marcar com cavadinha e errou.
ADMINISTRAR
Dali pra frente o Palmeiras passou a contar em campo com mais garotos da base e preocupado em administrar a vantagem, e se poupar visivelmente.
Já a Ponte Preta, com incontáveis erros de passes, sem articulação e capacidade ofensiva, sucumbiu.





































































































































