Paulista A2: Portuguesa unifica processos trabalhistas e paga R$ 250 mil por mês

Portuguesa unificou processos trabalhistas para sair das dívidas e impedir que penhoras atrapalhassem o planejamento do clube

Portuguesa unificou processos trabalhistas para sair das dívidas e impedir que penhoras atrapalhassem o planejamento do clube

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São Paulo, SP, 10 (AFI) – A Portuguesa vem colocando em prática seu projeto para pagar as dívidas trabalhistas e, nesta segunda-feira, divulgou um vídeo explicando como vem sendo executado. O presidente do clube, Antônio Carlos Castanheira, junto com o corregedor do TRT, Sérgio Pinto Martins, e com outros membros da Lusa, explicaram o objetivo do projeto.

O advogado Antônio Aguiar explicou que a Portuguesa unificou processos trabalhistas para sair das dívidas e impedir que penhoras atrapalhassem o planejamento do clube.

“Temos uma dívida trabalhista da Portuguesa em que sempre vínhamos sofrendo com penhoras em processos. Não era possível fazer uma gestão adequada desse passivo, influenciando no dia a dia, inclusive com atrasos salariais”, explicou.

Agora, com apoio do TRT, a Portuguesa unificou os processos. “Agora, com esse novo procedimento que a corregedoria do TRT abraçou, estamos fazendo o seguinte: todos os processos trabalhistas com relação à Portuguesa estão unificados em uma execução. Com isso, não tem mais aquelas penhoras aleatórias”, acrescentou.

Antônio Carlos Castanheira

Antônio Carlos Castanheira

FOCO NOS VALORES MENORES

Foram priorizados os processos com valores menores, que vinha se arrastando durante anos. Segundo Antônio, o valor que a Portuguesa vem pagando é de R$ 250 mil por mês.

“E foi possível chamar todos os trabalhadores para fazer novos acordos, principalmente com os que têm menor crédito a receber. Antes não era possível, pois os maiores vinham antes e penhoravam tudo. A Portuguesa se comprometeu a pagar essas dívidas com 30% de sua receita. Mesmo com uma receita ainda inadequada, estamos pagando o mínimo de R$ 250 mil por mês, já garantidos até junho ou julho”, disse.

ACORDOS EM 24 PROCESSOS

O corregedor Sérgio Martins detalhou um pouco mais do processo. Por conta da pandemia e de queda na receita por falta de bilheteria e atividades do clube social, por exemplo, foram separados 70 processos menores. Destes, foram escolhidos 25 em que a Portuguesa conseguiu acordo para pagar 24. Os processos com valores maiores foram deixados para depois.

“A ideia era essa de unificar as execuções e suspender as penhoras, que impossibilitava pagamento até folhas salariais. As parcelas vem sendo pagas desde janeiro. O valor é de R$ 250 mil ou 30% do faturamento por um período de 36 meses. Entre 70 processos com valores menores, escolhemos 25. E dos 25 escolhidos, foram feitos 24 acordos com a Portuguesa no valor de R$ 683 mil. Agora vamos para o restante dos 70 processos. Assim, o pagamento dos valores maiores fica um pouco mais para frente”, explicou.

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