Que tal o Guarani 'ressuscitar' o chute na bolsa?
É hora de se olhar para premiação gorda
Que tal o Guarani 'ressuscitar' o chute na bolsa?
Alô, alô presidente do Guarani Ricardo Moisés: pro bem geral da comunidade bugrina, que tal o senhor copiar a iniciativa do então presidente Beto Zini, o ‘rei’ de premiação recheada a jogadores, quando das vitórias mais significativas, como seria o caso nesta quarta-feira contra o Mirassol, já pela fase quartas de final do Paulistão.
Zini, que presidiu o Guarani nos anos 80-90, sabia que o único doping válido no futebol era oferecer um bicho (premiação) bem recheado.
Na boa fase da equipe bugrina, quando um jogador colocava a sua respectiva bolsa para que Zini chutasse, o valor do bicho era aumentado, por vezes dobrado e até triplicado, no caso de vitória em dérbi.
BOM NEGÓCIO
A chegada do Guarani entre os oito melhores do Paulistão já representaria um prêmio de R$ 400 mil, porém em acordo da diretoria da Federação Paulista de Futebol e presidentes de clubes do Paulistão ficou acordado redução de 30% deste valor, em divisão que visa custear os protocolos da Covid-19 durante a competição.
Assim, o valor líquido já assegurado pelo Guarani é de R$ 280 mil, independentemente do resultado desta quarta-feira.
Todavia, o bolo será bem maior se o Guarani vencer o Mirassol.
Nesta projeção, já asseguraria a quarta colocação, cujo valor bruto é de R$ 850 mil.
Aí, debitando-se 30% disso, a receita líquida será de R$ 595 mil.
E mais: chegando à semifinal do Paulistão, abrem-se as possibilidades para volta à Copa do Brasil da próxima temporada.
CHUTAR A BOLSA
Ora, em tempo de finanças cambaleando na maioria dos clubes, uma bolada quase equivalente a folha de pagamento de um mês tem que ser buscada com unhas e dentes.
Logo, seria conveniente que Ricardo Moisés copiasse a velha mania de Beto Zini, e prometer chutar a bolsa em Mirassol, na hipótese de acontecer o melhor para o seu clube.
De repente, até tem validade a promessa de um bicho aproximado de R$ 3 mil a cada um dos titulares, mas abrindo-se também a perspectiva de chute na bolsa de um dos atletas.
É caso de se pensar, Moisés!
ATÉ RONALDO FENÔMENO
Esse negócio de chutar a bolsa para aumentar o valor de vitória, nos tempos de Beto Zini, ganhou proporção nacional, e foi copiado por outros clubes.
Quando Zini chefiou a delegação da Seleção Brasileira pela Ásia, na década de 90, até o ex-centroavante Ronaldo Fenômeno perguntou se haveria chute na bolsa em partida contra o Japão.
Claro que a hierarquia no selecionado foi respeitada, até porque o então presidente da entidade, Ricardo Teixeira, já havia definido valor de premiação aos atletas.
Conversa entre boleiros corre rapidamente.
O ex-meia Djalminha havia contado a história da bolsa para o então lateral-esquerdo Leonardo. Daí a conversa chegou ao ex-lateral-direito Cafu, até que o Fenômeno fosse informado.
CARPINI
O que vale para o Guarani também cabe à Inter de Limeira, que abre na tarde desta terça-feira às quartas-de-final do Paulistão, contra o Corinthians.
Como a maioria crava favoritismo do Timão, que tal o treinador da Inter, Thiago Carpini, levar a proposta da bolsa para os dirigentes de seu clube?





































































































































