Sobrou transpiração, mas faltou qualidade ao ataque bugrino na noite da eliminação

Mirassol vence nos pênaltis e se classifica

Sobrou transpiração, mas faltou qualidade ao ataque bugrino na noite da eliminação

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Transpiração é indispensável no futebol, mas não é tudo. Faltou bola para o Guarani decidir o jogo contra o Mirassol no tempo normal, e por isso ficou no empate sem gols na noite desta quarta-feira, no campo do adversário.

E quando a vaga de semifinalista do Paulistão teve que ser decidida através de cobranças de pênaltis, erros do zagueiro Airton e lateral Pablo desmancharam os sonhos dos bugrinos.

Neste expediente, o Mirassol errou apenas na cobrança, através de Neto Moura, e por isso venceu por 4 a 3, avançando na competição e eliminando o Guarani.

SEM CRIATIVIDADE

Como as equipes se precaveram defensivamente, o jogo foi marcado por forte pegada de ambos os lados, muitas faltas e pouca criatividade.

Acreditem: o Guarani não criou uma oportunidade sequer de gol ao longo da partida.

Ao seu torcedor, restou expectativa apenas em chute de longa distância do meia Andrigo, com a bola passando perto do goleiro Alex Muralha.

O Mirassol só conseguiu ter uma oportunidade em decorrência de erro crasso de saída de bola do goleiro bugrino Rafael Martins.

Ele presenteou o centroavante Pedro Lucas que, incontinenti, serviu Diego Gonçalves. Na finalização a bola foi resvalada num bugrino e saiu pra escanteio.

ATAQUE BUGRINO

Com atuação segura do zagueiro Talles e plano de jogo de forte marcação no meio de campo, o Guarani neutralizou qualquer iniciativa do Mirassol.

Problema foi atuação apagadíssima dos atacantes, principalmente Davó, quando dele se cobra melhor rendimento, porque sabe jogar.

Atacantes de beirada Matheus Sousa, Júlio César e o seu substituto Renanzinho foram facilmente absorvidos pela marcação, o que liga o sinal de alerta pra se rever o planejamento neste setor visando o Campeonato Brasileiro da Série B.

O próprio meia Andrigo não tem repetido atuações coroadas com gols, apesar de alguns lampejos.

ALLAN AAL

Excepcionalmente neste jogo contra o Mirassol não cabem críticas ao treinador bugrino Allan Aal.

A estratégia adotada de certa precaução foi correta, mas a partir da recuperação de jogadas o time se distribuiu de forma que a bola pudesse chegar nas proximidades da área adversária.

Podem argumentar que faltaram jogadas de fundo de campo, mas convenhamos que sem um atacante nitidamente cabeceador para aproveitamento em bola aérea para cruzamentos, é recomendável, mesmo, trabalhar a bola por dentro.

Portanto, faltou ‘material’ mais qualificado capaz de suplantar marcação adversária, o que obriga o Departamento de Futebol do clube a buscar reposições vantajosas.