Blog do Ari: Aplausos equivocados para Kleina, técnico aquém da pujança do Palmeiras

Verdão não aproveita vantagem de um homem e empata com Guará

Era o que faltava: o treinador Gilson Kleina ídolo da torcida palmeirense. Tirando foto com a galera e ovacionado por alguns no início da noite deste sábado em Guaratinguetá, após o empate do Verdão por 1 a 1 com a equipe da casa no período da tarde.

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Era o que faltava: o treinador Gilson Kleina ídolo da torcida palmeirense. Tirando foto com a galera e ovacionado por alguns no início da noite deste sábado em Guaratinguetá, após o empate do Verdão por 1 a 1 com a equipe da casa no período da tarde.

Torcedor é movido a paixão. A campanha do Palmeiras na Série B do Campeonato Brasileiro é boa, e a expectativa de acesso é maior ainda, devido ao abismo técnico comparativo à Série A. Por isso a gente até entende esta manifestação.

0002048090015 imgFoto: Cesar Greco/Ag Palmeiras

Convenhamos que comentarista de futebol de emissora da capital paulista, bem remunerado, não deve entrar no coro de torcedores.

Uns e outros precisam abrir mais os olhos e enxergar futebol como manda o figurino. O Palmeiras empatou contra um time limitado, situado na zona do rebaixamento, e que ficou com um jogador a menos a partir dos 18 minutos do segundo tempo, com a expulsão de Juan.

O que Kleina tem a ver com isso? Seus conceitos sobre futebol continuam os mesmos dos tempos em que dirigia a Ponte Preta, montando um time com forte pegada, tentativa de colocar velocidade na transição ao ataque e algumas jogadinhas ensaiadas, a maioria sem conseqüência. Nada mais.

No blá-blá-blá ele é ‘cobra’. Dá show nas entrevistas coletivas pós-jogo. Não há pergunta sem resposta, mesmo que o conteúdo nada tenha a ver com aquilo que foi perguntado. Kleina é um comunicador por excelência. Aí, sabe vender o seu peixinho como poucos.

E habilmente culpou o estado precário do gramado para o futebol abaixo do esperado de seu time, como se o forte do Palmeiras fosse o aspecto técnico.

Na bola rolando, pelo menos neste sábado não soube explorar a suposta vantagem sobre um adversário com dez jogadores.

Por que isso? Assinale como um dos motivos a falta de triangulação ofensiva pelos lados do campo das equipes que dirige.

Assim, o seu lateral não chega ao fundo do campo para o cruzamento em curva, pra trás, visando explorar o seu atacante de frente para a bola.

Isso não foi visto nos tempos de Ponte Preta e também não é praticado no Palmeiras.

Também falta penetração com bola dominada sobre defesa adversária. Exceto o meia Valdívia, não vi jogador do Palmeiras condicionado a este estilo para as citadas infiltrações.

E vejam que o atacante Leandro, hábil e veloz, poderia ser bem explorado pelos lados do campo, fazendo o facão nas imediações da área adversária. Poderia.

SUBSTITUIÇÕES

Não bastassem esses equívocos de concepções táticas, Kleina andou fazendo lambanças nas substituições neste sábado.

O jogo estava empatado por 1 a 1 e, na tentativa de demonstrar ousadia na troca de um volante por atacante, desestabilizou o meio de campo com a saída de Charles, para a entrada de Alan Kardec.

Nada contra quem entrou – embora ainda esteja fora de forma. Naquela circunstância, o recomendável seria a saída do apagado atacante Vinícius.

O setor de meio-de-campo palmeirense ficou mais descoberto quando ele sacou o volante Márcio Araújo e colocou Mendieta, um meio-campista com característica mais ofensiva.

Aí, Wesley foi obrigado a recuar e o time passou a trabalhar menos a bola, optando por infrutíferos cruzamentos.

Portanto, apesar do registro de mais posse de bola durante o segundo tempo, o Palmeiras criou pouco. As duas chances desperdiçadas foram decorrente de falhas na linha burra feita pelo Guará, com Alan Kardec ficando na cara do gol.

Do Guará ressalta-se apenas o espírito de luta dos jogadores e critica-se a falha primária no gol do Palmeiras, quando nenhum jogador foi posicionado no primeiro pau durante a cobrança de escanteio.