Presidente do Guarani espera concretizar venda do Brinco em 60 dias

Projeto é visto como a salvação para sanar dívidas do Bugre, que superam os R$ 180 milhões

Ninguém esconde que a “herança maldita” preocupa a atual diretoria do Guarani. No entanto, o presidente Álvaro Negrão se mostra otimista de que o projeto de venda do entorno do Estádio Brinco possa ajudar o clube a melhorar sua saúde financeira.

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Campinas, SP, 31 (AFI) – Ninguém esconde que a “herança maldita” das gestões anteriores preocupa a atual diretoria e a própria torcida do Guarani. No entanto, o presidente Álvaro Negrão se mostra otimista de que o projeto de venda do entorno do Estádio Brinco de Ouro possa ajudar o clube a melhorar sua saúde financeira.

0002048091339 imgProjeto também prevê mudança na arquitetura do Brinco

O dirigente admitiu que, hoje, a dívida do total do Bugre gira em torno de R$ 180 milhões, sendo que R$ 80 milhões são de dívidas trabalhistas – o restante é formada por pendências tributárias, empréstimos e fornecedores.

O valor, contudo, pode ser ainda maior, tendo em vista que o Guarani acumula nada menos que 350 ações trabalhistas. E muitas deleas ainda não foram executadas, além de correrem o risco de terem valores corrigidos.

Para evitar que o clube entre em estado de insolvência por conta das dívidas, a atual diretoria tem trabalho no projeto de venda do entorno do Brinco. E Álvaro Negrão já até estipulou um prazo de, no máximo dois meses, para que o negócio saia do papel.

“Já existem várias empresas interessadas, mas estamos analisando todas as propostas com o máximo de cuidado. Também já estamos com as conversas bem adiantadas com o prefeito Jonas Donizette, para realizar as adequações necessárias. Esperamos que em um prazo de 60 dias tudo esteja definido”, afirmou.

Mais das negociações
A dívida de mais de R$ 180 milhões foi acumulada, sobretudo, nas gestões de José Luís Lourencetti, Leonel Martins de Oliveira e Marcelo Mingone. Para tentar sair do vermelho, o Guarani pretende vender 20 mil m² da área do Brinco (que tem um total de 85 mil m²) para a construção de empreendimentos imobiliários, como hotéis, edifícios corporativos e prédios comerciais.

A parte do terreno que seria vendida é onde está localizada a parte do clube social, que margeia a Avenida Princesa D’Oeste. Dessa forma, o departamento de futebol, assim como os alojamentos das categorias de base, seriam transferidos ao terreno do CT.

Além do dinheiro da venda do terreno, o clube também espera obter uma porcentagem dos lucros dos empreendimentos, que seriam construídos. Desta forma, haveria um aporte financeiro, que garantiriam ao Bugre a possibilidade de tocar o futebol a longo prazo.

A possibilidade de venda do Brinco de Ouro é cogitada desde os tempos de Leonel Martins de Oliveira, em 2006. No entanto, naquela oportunidade, a previsão era de que todo o terreno fosse negociado, para que fosse construída uma nova arena em outro local. Aquele projeto, contudo, nunca chegou perto de sair do papel.