Blog do Ari: Carpegiani mexe no ‘tabuleiro’ no empate da Ponte
Entrada de Uendel e cansaço do Vasco favoreceram a Macaca
Quem se propuser analisar futebol através de métodos convencionais para equipes dirigidas pelo treinador Paulo César Carpeggiani pode se dar mal. Como todos mortais ele também erra, mas deixa clarividente que pensa ‘ene’ alternativas para se colocar
Quem se propuser analisar futebol através de métodos convencionais para equipes dirigidas pelo treinador Paulo César Carpeggiani pode se dar mal. Como todos mortais ele também erra, mas deixa clarividente que pensa ‘ene’ alternativas para se colocar em prática.
No empate por 1 a 1 com o Vasco, em São Januário, na noite desta quinta-feira pelo Campeonato Brasileiro, de certo houve discordância para a escalação do zagueiro Diego Sacoman como substituto de Uendel.
Pensando com a cabeça do treinador, a intenção foi montar a defesa basicamente com três zagueiros, sendo que Sacoman ficou com a incumbência de marcar pelo lado esquerdo, e teoricamente o papel de ala caberia a Chiquinho, inicialmente posicionado como volante ao lado de Baraka.
Por que essa configuração? Porque sem o zagueiro Ferron, suspenso, a defesa teve que ser mexida. Como César é um reserva que ainda não inspira confiança, Gustavo está retornando agora à equipe, e Sacoman tem falhado sistematicamente, é lógico o raciocínio de que com um zagueiro a mais, eventuais falhas são corrigidas pelo companheiro mais próximo.

ESTUDOS
Como o Vasco optou pelo período de estudo nos primeiros 15 minutos, se resguardando, a partida estava relativamente equilibrada, abrindo perspectiva otimista ao torcedor pontepretano.
Ocorre que pós-fase de esquentamento no jogo, o Vasco adiantou a marcação, pressionou, e deu mostras da pretensão de liquidar logo a partida, mesmo com excesso de erros de passes e falta de compactação do time.
Para agravar a situação da Ponte, o estreante meia Fernando Bob se machucou e Carpeggiani optou pela fixação de mais um volante – caso de Magal -, na tentativa de reduzir o volume de jogo do time vascaíno.
Na prática a alteração não surtiu efeito porque o Vasco continuou pressionando e teve chance de sair na frente do placar em cobrança de pênalti desperdiçada pelo meia Juninho, com defesa do goleiro pontepretano Roberto.
Cabe esclarecer que foi um pênalti desnecessário cometido pelo zagueiro César, ao atropelar um adversário.
Naquela conjuntura, a Ponte não conseguia valorizar a saída de bola. César, Gustavo, Sacoman, Baraka, Chiquinho e Magal erravam passes, e o lateral Régis, bem marcado, se atrapalhava também.
ESTRATÉGIAS
Na discussão de intervalo, na roda de bar, defendi duas opções de estratégias para que a Ponte pudesse colocar a bola no chão e também jogar.
Primeira: o recuo de Ramirez, invertendo o posicionamento com Chiquinho. Segunda: sacar um dos zagueiros para a entrada do lateral Uendel.
Isso não foi feito no início do segundo tempo, o Vasco continuou pressionando, e o gol, já maduro, ‘apodreceu’ na cabeçada do atacante André.
Como de hábito, equipe em desvantagem no placar sai pro jogo, e foi isso que aconteceu com a Ponte, sem que imediatamente implicasse em perigo à meta vascaína.
Com a transcorrer da partida, dois aspectos foram fundamentais para que a Ponte crescesse em campo, chegasse ao gol de empate novamente através do atacante William, e tivesse até chances de virar o placar.
Primeiro a entrada de Uendel, disposto a mostrar serviço, e foi bem. Segundo e principal: o time do Vasco cansou, começou a perder a chamada ‘segunda bola’, e não tinha forças para o contra-ataque.
De negativo na Ponte, mais uma vez o inconvincente rendimento do meia-atacante Everton Santos. Até quando mestre Carpa vai insistir com a infrutífera entrada do jogador, sabendo da dificuldade de retorno de rendimento?





































































































































