Após descartar ex-Fla, presidente da Ponte mostra falta de sintonia com Carpegiani
Presidente disse que a posição de segundo volante não é uma carência da Ponte
Após muito tempo longe dos holofotes, o presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, voltou a dar uma entrevista, na manhã desta quinta-feira. E a impressão deixada pelo dirigente, nos microfones da Rádio Bandeirantes de Campinas, não foi nada boa.
Campinas, SP, 15 (AFI) – Após muito tempo longe dos holofotes, o presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, voltou a dar uma entrevista, na manhã desta quinta-feira. E a impressão deixada pelo dirigente, nos microfones da Rádio Bandeirantes de Campinas, não foi nada boa. Ao dizer que a Macaca não precisa de um segundo volante, ele mostrou totalmente falta de sintonia com o próprio técnico Paulo César Carpegiani.
Está faltando sintonia para a duplaHoje, é notório que a principal “dor de cabeça” do treinador alvinegro é a posição de segundo volante. Prova disso, é que ele já testou sete jogadores ao lado de Baraka. Além dos volantes de ofício Magal, Paulo Roberto, Fernando e Fernando Bob, também atuaram na função o lateral Uendel e os meias Ramirez e Chiquinho.
Apesar desta clara indefinição sobre o companheiro de Baraka, Dell Volpe fez questão de frisar que Carpegiani não procura um segundo volante. Ele destacou isso, após praticamente descartar a contratação do meia Renato Abreu, que recentemente deixou o Flamengo.
“O Carpegiani entende que o Renato Abreu é um segundo volante. E acreditamos que a Ponte já está bem servida para esta posição. Hoje, nosso técnico vê como maiores carências um meia de criação e um atacante”, afirmou o cartola, contrariando totalmente o que se tem visto nos últimos jogos.
Economia burra
Minimizando a campanha medíocre feita pela Ponte, Della Volpe tentou aparentar um clima de tranquilidade. Contudo, manteve um discurso de quem está acomodado e que não tem criatividade para buscar alternativas para os problemas do clube. Sem um grande orçamento, a diretoria alvinegra prega que não tem condições de pagar um salário cima do teto (em torno de R$ 100 mil).
Renato foi praticamente descartado“Em outra oportunidade, tivemos o interesse no Renato Abreu, mas o problema foi seu salário (cerca de R$ 200 mil no Flamengo). Vamos analisar. Se aparecer alguma boa possibilidade de negócio, vamos tentar a contratação. Até porque disputaremos duas competições (Brasileirão e Sul-Americana)”, afirmou.
Vários reforços já foram desperdiçados por questões financeiras. Foram os casos do volante Bolatti, dos meias Marco Antônio e Tiago Real e do atacante Maikon Leite. Por outro lado, a atual diretoria encheu o time de apostas arriscadas, como os laterais Régis e Rodrigo Biro; os zagueiros César e Raphael; os volantes Fernando, Fernando Bob, Magal e Paulo Roberto; e os meias Rafinha, Giovanni e Brian Sarmiento, além de Roger Gaúcho, que foi para o Japão.
O dinheiro gasto com muitas destas contratações “furadas”, poderia ser revertido para a chegada de dois ou três nomes de mais qualidade.





































































































































