Blog do Ari: Betão já e superação de boleiros; receita pra Ponte não decepcionar

Goiás mereceu vitória por 1 a 0 em Campinas

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Neste momento de apreensão do torcedor pontepretano, após derrota em casa para o Goiás por 1 a 0, neste domingo, cabe a constatação de que em circunstâncias normais o time vai brigar até o final do Campeonato Brasileiro para escapar do rebaixamento. A situação só será modificada se o comando do futebol conseguir extrair um pouco mais deste grupo.

A perda do zagueiro Cléber evidenciaria a fragilidade da zaga. Por isso alertei os cartolas de que precisavam aprender a ‘engolir sapo’ no futebol. Em vez de retaliação, o momento era de substancial aumento de salário ao jogador, o chamado ‘cala boca’ da bola.

Fica a torcida do torcedor pontepretano para que o zagueiro Betão – recém contratado – repita o futebol mostrado no Corinthians, e que entre imediatamente na equipe.

Pagaram pra ver a fixação de Diego Sacoman na zaga e estão vendo. Sustos e falhas em todos os jogos. No gol do atacante Valter, do Goiás, mais uma pixotada de Sacoman.

Pra agravar a situação, sem o parceiro Cléber a eficiência do zagueiro Ferron desapareceu.

Nominalmente, jogadores como Ramirez, Rildo, Chiquinho e Artur também atuaram bem aquém de suas reais possibilidades, e é preciso uma investigação para detectar os motivos.

Artur sempre foi instável, não confiável, não merecendo, portanto, camisa no time titular. Cadê a mobilidade de Ramirez? Qual a explicação para a falta dela?

Por que não foi vista a impetuosidade do atacante Rildo nas duas últimas partidas? Em Salvador e neste domingo foi facilmente absorvido pela marcação. Nem foi visto aquele balanço e arrancada sobre o adversário, que em última análise resultava em faltas. Por que?

CHIQUINHO

Quanto a Chiquinho, alguém precisa alertá-lo que ele não é lançador. Quando cisma de enfiar bola longa presenteia o adversário. Logo, é melhor que continue como condutor de bola. Preferencialmente compondo o meio de campo na marcação. No ataque não sabe fazer gols. Ele teve a chance mais clara da Ponte para empatar a partida, mas chutou fraco, possibilitando a defesa do goleiro Renan, do Goiás.

Se a qualidade da Ponte já é duvidosa para a exigência de uma competição como o Campeonato Brasileiro, pior ainda com rendimento de jogadores aquém do esperado.

A Ponte precisa urgentemente de uma meia com capacidade de penetração com bola dominada sobre a marcação adversária. Sem este jogador, o time vive basicamente de bolas alçadas para o aproveitamento do centroavante William. Convenhamos que é pouco.

Claro que o treinador Paulo César Carpeggiani tem culpa no cartório. Erra com a insistência doentia da escalação do improdutivo Everton Santos. Com isso queima uma substituição desnecessariamente.

Talvez isso tenha provocado natural desmotivação do atacante Alemão, ao contestar inexplicável proteção a jogador no elenco pontepretano.

MÉRITOS DO GOIÁS

Cabe esclarecer também que a boa produção da equipe do Goiás implicou em dificuldade maior à Ponte Preta.

Méritos para o treinador Enderson Moreira quando mentalizou os seus jogadores que poderiam enfrentar o time campineiro em igualdade de condições e ganhar o jogo.

Mais que isso: o Goiás mandou no jogo durante todo primeiro tempo, ocasião em que poderia ter ampliado o placar e consolidado a vitória.

Até cerca de 20 minutos do segundo tempo o Goiás foi melhor em campo. E só correu algum risco quando a Ponte partiu para o chamado tudo ou nada, com substituições de jogadores.

Naquela circunstância, o time goiano soube se defender bem, com cochilo apenas na bola que sobrou livre para Chiquinho marcar e o gol foi perdido.

No chute de William em que a bola atingiu o travessão, o goleiro Renan ficou ‘vendido no lance’ porque a bola desviou em zagueiro do time goiano.