Blog do Ari: Ponte soube explorar a fragilidade do Criciúma

Apesar da vitória em Santa Catarina, time ainda tem defeitos

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Alô torcedor pontepretano. Não projete que o seu time mudou da água para o vinho do dia para a noite, que tenha feito atuação de gala na vitória sobre o Criciúma por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, em Santa Catarina, na estréia pela Copa Sul-Americana.

A melhor definição para esta vitória é que a Ponte soube explorar a fragilidade do adversário e criou um caminhão de gols. Consequentemente, desperdiçou excelente oportunidade para aplicar goleada e carimbar passaporte à fase internacional da competição.

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O Criciúma foi inegavelmente o pior adversário enfrentado pela Ponte desde o último Campeonato Paulista. Errava passes, dava espaços no meio de campo e mostrava uma zaga extremamente vulnerável.

Disso se aproveitou a Ponte para se impor em campo. A formação com três zagueiros implicou em liberdade absoluta para que os laterais Régis e Uendel se transformassem em alas e atacassem. E principalmente Uendel fez uma bela partida, ora se transformando em meia e penetrando na defesa adversária, como no lance em que sofreu falta quase na entrada da área, com perfeita cobrança do meia Chiquinho, resultando no segundo gol pontepretano.

Com este formato a Ponte ocupou melhor os espaços do campo, e a sua defesa só correu risco por causa de falhas de Diego Sacoman. Em compensação, o seu atacante Rildo foi um tormento constante aos adversários, e por isso caçado seguidamente.

Pelo volume de jogo e a facilidade de penetração na defesa do Criciúma, a Ponte criou quatro reais oportunidades de gols, só não convertidas por falhas de pontaria dos jogadores Rildo, Chiquinho, Fernando Bob e Betão.

O único que não perdeu a chance que teve foi o zagueiro César, ao marcar gol de cabeça logo aos seis minutos do primeiro tempo.

Se o gol tranqüilizou os pontepretanos, também transferiu toda responsabilidade ao Criciúma para tentar reverter o placar.

AS FALHAS

Nem a entrada do atacante Lins, no segundo tempo, mudou a configuração do time catarinense. A rigor, os mandantes ameaçaram basicamente por causa de falhas de Sacoman.

Ainda no primeiro tempo, aos 20 minutos, ele marcou Morais apenas com os olhos, permitindo que o meia finalizasse pra fora. Doze minutos depois, em lance de bola parada, ele optou pela marcação homem a homem com o zagueiro Matheus Ferraz, do Criciúma, perdeu a disputa pelo alto, mas, na cabeçada, a bola saiu para fora.

No segundo tempo, mais duas falhas dele. Primeiro ao permitir que Fabinho dominasse, finalizasse e o goleiro Roberto, da Ponte, praticasse boa defesa. Depois quando voltou a marcar o adversário com os olhos, só que desta vez João Vitor não perdoou, testando para as redes.

Registro também para a falha do zagueiro César, que ao ficar de mano com Lins perdeu a disputa e, por sorte dele, o atacante do time catarinense chutou a bola para fora, perdendo o gol mais feito do jogo.

Na equipe da Ponte ressalta-se ainda a segura estréia do zagueiro Betão, voluntariedade do volante Magal na marcação adiantada, funcionalidade do outro volante Fernando Bob marcando e trabalhando a bola, e a desenvoltura de Chiquinho. Isso além de Rildo, o melhor em campo.

ALVAREZ

Com a reprovação do torcedor do Criciúma pela fraca produção da equipe – evidenciada com vaias e protestos – a tendência natural é que o treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, seja pressionado.

A marca registrada nas equipes dirigidas por ele é de futebol compactado e boa distribuição dos jogadores em campo. Paradoxalmente isso não foi visto nesta derrota para a Ponte Preta.