Blog do Ari: Reforços e superação, receita pra Ponte tentar escapar da degola

Carpeggiani protegeu jogador grosso antes de jogar a toalha

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O Cruzeiro fez um estrago em boa hora na Ponte Preta ao vencê-la por 2 a 0 na noite deste sábado em Campinas. Remete pontepretanos em geral à realidade que o rebaixamento é logo ali, e que só a superação no trabalho e a contratação de pelo menos mais dois jogadores qualificados pode impedir a desgraça.

Percebendo isso, o treinador Paulo César Carpeggiani pulou do barco bem antes do naufrágio. Se no começo da despedida ele foi diplomático ao citar que estava dando um passo atrás para o bem da própria Ponte Preta, com um apertão aqui e outro acolá dos repórteres veio a confissão: “Esta situação está me provocando um desgaste emocional muito grande. Eu não posso estar correndo este tipo de risco para o bem de minha própria saúde”.

Cá pra nós, Carpeggiani, se você brinca com fogo está querendo o quê? Você é um homem super rodado na bola pra estar entregando camisa pro zagueiro Diego Sacoman. É escalá-lo e esperar comprometimento, principalmente com a filosofia que você adota de uma ‘cozinha’ exposta.

Você, Carperggiani, viu o zagueiro César interceptar dezenas de bolas pelo alto e também se equivocou ao julgar que a zaga da Ponte estaria bem servida com ele. Neca. Avisei que César é zagueiro da sobra. Peca quando dá o bote no adversário. Foi por causa disso que acabou expulso na partida contra o Vitória. E a vitória pontepretana diante do Criciúma encobriu falhas dele que poderiam ter sido vitais naquela partida. Uma delas, relatada aqui, foi quando perdeu a disputa ao ficar de mano com o atacante Lins. Por sorte da Ponte, o atacante do time catarinense chutou a bola para fora, perdendo o gol mais feito do jogo. E contra o Cruzeiro o veterano Borges dominou, girou e finalizou como quis nas ‘barbas’ de César.

Portanto, Carpeggiani, por mais que reconheçamos as limitações do zagueiro Ferron, jamais ele pode ser conceituado num nível técnico inferior a César e Sacoman.

Convenhamos também, Carpeggiani, que não era jogo pra escalar o garoto Dênis como substituto do atacante William. E muito menos prescindir do volante Baraka no banco de reservas.

Afora isso, você fez o que foi possível e cabe aos dirigentes, agora, buscarem o sucessor que consiga extrair o conceito superação visando à permanência do time na Série A do Brasileirão.

COMPANHEIRO PARA BETÃO

O que fazer? Contratar já um companheiro para o zagueiro Betão. E que seja melhor que Ferron.

Observar testes de avaliação física do meio-campista Ramires, pra detectar os reais motivos da queda de movimentação dele em campo, que consequentemente interfere no aspecto técnico.

Cadê os supervisores e executivos de futebol que não observam isso pra cobrar o peruano como manda o figurino? A rigor, mesma cobrança deveria ter sido feita ao atacante Alemão.

Este jogo contra o Cruzeiro mostrou que sem William o ataque da Ponte desaparece. Onde buscar um atacante qualificado para se encaixar no elenco?

Caro pontepretano, a coluna não vendeu ilusão após a vitória sobre o Criciúma em Santa Catarina, na última quarta-feira. Seu ego não foi massageado só pra fazer média com você. Alertei-o que não houve mudança no time da água para o vinho.

Comentei que a Ponte soube explorar a fragilidade do adversário para vencê-lo. Em outras palavras ficou implícito que com marcação mais apertada geralmente Rildo e Chiquinho espanam. Este filme você viu diante do Cruzeiro.

CRUZEIRO PERDEU GOLS

Enquanto a Ponte não criou uma oportunidade sequer de gol, o Cruzeiro mandou na partida nos dois tempos e poderia ter feito um estrago maior no adversário se o atacante Borges não perdesse dois gols feitos e o goleiro pontepretano Roberto não praticasse duas boas defesas.

O futebol praticado pelo Cruzeiro alia forte marcação no meio de campo e defesa, velocidade na transição ao ataque, posse de bola e jogadas aéreas. Essas virtudes justificam a liderança na competição.