Blog do Ari: Bolicenho pensa que conhece a ‘rapadura’, mas não conhece
Erros têm sido sucessivos na Ponte Preta
O presidente da Ponte, Márcio Della Volpe, já mostrou ser um executivo ativo e que sabe nadar de braçada no setor de marketing. Pena que no quesito futebol ainda é um aprendiz, tanto que recentemente lamentou ter perdido o zagueiro Thiago Alves para o Palmeiras, ocasião em que lancei o desafio que o jogador não seria titular no Verdão.
Pois bem, Della Volpe, de olhos fechados, delega plenos poderes para o executivo Ocimar Bolicenho conduzir a nau, e a condução é esta aí.
O principal problema é que Bolicenho pensa que conhece a rapadura, mas não conhece, ou conhece superficialmente. A rapadura em questão é bola rolando.
Convenhamos que é uma missão difícil contratar o chamado jogador aposta. É fácil distinguir o bom e o cabeça-de-bagre. Acertar na contratação do atleta emergente com virtudes, porém ainda carecendo ser lapidado em fundamentos e adaptação a esquemas táticos, é tarefa para quem tem olhos clínicos visando natural projeção.
Na entrevista à Rádio Bandeirantes-Campinas nesta segunda-feira, Bolicenho deixou explícito que trouxe o treinador Jorginho na base de ‘ouvir dizer’.
“Eu conheço o Jorginho como jogador. Chegamos ao nome dele por eliminação, após discutirmos alguns nomes”, confessou.
ASSESSORES
E Jorginho chega com mais três assessores, como se um treinador precisasse de olheiro pra ter correta percepção do ambiente do grupo, uma falha que Bolicenho diz ter detectado do treinador Paulo César Carpeggiani.
Ora, o que está fazendo o supervisor Marcus Vinícius na Ponte? Não é incumbência dele observar isso?
Já que incharam novamente a comissão técnica, que pelo menos na prática isso surta efeito positivo, espera o torcedor pontepretano.
Erros em contratações de jogadores são claras, Bolicenho. Ninguém precisa esperar até o final do ano para diagnosticar isso.
Reafirmo que é admissível o erro no chamado jogador ‘mais ou menos’, que nem sempre é possível plena identificação. O jogador grosso, meu caro, basta uma partida para que o bom observador possa detectá-lo. E você contratou jogador grosso.
Por fim, é preciso conhecer a rapadura pra poder discutir em condição de igualdade com ‘treineiros’. Do contrário, eles fazem que escutam só para não cometer insubordinação.
O saudoso jornalista Brasil de Oliveira sempre repetia que muitos olham a bola rolando pra cá, olham rolando pra lá, mas não conseguem enxergar o futebol como se manda o figurino.
O velho Brasa tem razão. De fato é difícil enxergar futebol.





































































































































